Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Em meio à repercussão de publicações feitas pela professora Maria do Carmo (PL), pré-candidata ao governo do Amazonas, sobre a obra abandonada da Cidade Universitária, o senador Omar Aziz (PSD) voltou a trazer à tona um processo antigo e já encerrado contra ela, numa tentativa de reagir à pressão e “surfar” na visibilidade do caso.
A ação em questão foi movida após declarações feitas por Maria do Carmo em agosto de 2022, quando estava concorrendo ao pleito como suplente ao senado do então candidato Arthur Virgílio Neto. Na ocasião, ela afirmou em um vídeo que o parlamentar, à época governador, “desviou R$ 260 milhões da saúde do Amazonas” e que com isso teria contribuído para “o colapso da saúde do Estado”.
Condenação apenas no segundo grau
As falas resultaram em um processo por danos morais que se estendeu por quase três anos e teve decisão desfavorável à professora apenas no segundo grau de julgamento.
A condenação determinou o pagamento de uma indenização de R$ 5 mil, valor quitado em julho deste ano — ao contrário do que foi divulgado esta semana por perfis nas redes sociais, que divulgaram que a quantia havia sido paga “na semana passada”.
Resposta
Em nota, a equipe jurídica de Maria do Carmo ressaltou que a sentença foi cumprida, mas questionou os critérios utilizados pela Justiça para definir o que constitui ofensa.
“Decisão se cumpre. Às vezes se ganha, às vezes se perde, depende do ponto de vista do juiz”, disse a defesa. “Querem fazer parecer que o caso é recente”, completou.
A equipe jurídica de Maria do Carmo também chamou atenção para a tentativa de inflar o caso nas redes sociais.
“Curioso como fazem parecer que o caso é de ontem, quando na verdade foi um processo que se arrastou por mais de três anos. Perdeu em 1ª instância, recorreu, e só no 2º grau é que saiu a condenação. Aliás, o pagamento não caiu ‘semana passada’, caiu em julho”, destacaram.
A defesa ainda comentou a postura do senador ao questionar a destinação do valor recebido.
“Fica a pergunta: por que não destinar esse ‘singelo’ valor para uma instituição de caridade? Talvez tivesse um impacto bem mais positivo do que posar de vítima nas redes sociais”, finalizou a nota.






