Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Dia Mundial do Rock, comemorado em 13 de julho, já começa a movimentar a cena cultural de Manaus. Uma das celebrações mais aguardadas é o evento “O Rock Não Tem Idade — Edição Amazônia”, que chega à sua 6ª edição, reforçando a valorização do rock autoral local.
A festa será realizada no Largo de São Sebastião, no Centro Histórico de Manaus, no sábado, dia 26 de julho, com acesso gratuito. As atividades começam às 15h, com uma roda de conversa sobre o cenário do rock na cidade, e seguem até às 22h, com muito rock’n’roll na programação musical.
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O line-up traz nomes que representam a alma do rock manauara, como Luso Neto e Banda, Nicotines, Zona Tribal, Chá de Flores e Platinados — grupos que marcaram gerações na Amazônia. O evento também abre espaço para a nova safra de artistas autorais, entre eles Andrey San Silves.

Idealizado pelo cantor e compositor amazonense Luso Neto, em parceria com a produtora cultural Rosane Teixeira, o projeto ‘Rock Não Tem Idade’ chega à sua sexta edição após cinco edições bem-sucedidas. Ambos conversaram com o portal Rios de Notícias sobre a trajetória e a importância do evento.
“O Largo de São Sebastião foi onde tudo começou, em 2018, e nesta 6ª edição voltamos ao nosso lugar de origem. Queremos celebrar e enaltecer o rock’n’roll amazonense e resgatar a essência da cena local. É um evento comemorativo ao mês do Dia Mundial do Rock”, destacou Luso.
Rosane também reforçou o valor cultural do projeto: “Esta edição é muito especial, principalmente em tempos em que o rock perde espaço para outros estilos musicais. Nossa proposta é valorizar a produção local e promover as bandas do Amazonas, que enfrentam muitos desafios no mercado. A programação inclui uma roda de conversa sobre o rock autoral e o papel dos músicos como profissionais que geram renda”, explicou.

Rock 100% amazonense no palco
Em edições anteriores, o evento contou com artistas nacionais como Toni Garrido (2023) e Sandra de Sá (2022), mas, este ano, o foco está exclusivamente na produção local.
“Dessa vez, não teremos atrações nacionais. O protagonismo é das bandas e artistas solos que fazem parte da cena autoral do rock amazonense, com composições próprias e identidade musical”, explicou Luso.
Com 24 anos de carreira, sendo 15 fora de Manaus, Luso dedicou cerca de 18 anos à música autoral e conhece bem as dificuldades enfrentadas pelos artistas independentes na região. Muitos músicos locais acabam recorrendo a shows em bares, covers e adaptações de repertório para se manterem ativos, o que muitas vezes afasta o público da produção original.
Na edição de 2022, o evento bateu recorde de público no Largo de São Sebastião, com cerca de dez mil pessoas, segundo dados da Polícia Militar.






