Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as eleições de 2026 terão mais de 158 milhões de eleitores aptos a votar no Brasil. No Amazonas, são mais de 2,8 milhões, sendo 1,47 milhão em Manaus, que concentra cerca de 52,5% do eleitorado do Estado.
Com a votação marcada para este domingo, 4 de outubro, o Fala Manaus foi às ruas para saber o que os eleitores vão considerar na hora de escolher os candidatos e quais são as principais expectativas sobre os próximos governantes.

Para Marcos Antônio, microempresário e morador do bairro Ponta Negra, na zona Oeste, o próximo governante deve olhar principalmente para quem vive nas periferias da cidade.
“O que estou levando em consideração são as propostas que estão falando para a nossa cidade, a melhoria para os mais pobres, os necessitados que precisam realmente dos programas do governo para desenvolver nosso país”, destacou Marcos.

Já Natali Souza, moradora do bairro Cidade Nova, na zona Norte, afirmou que vai considerar propostas voltadas à melhoria da qualidade de vida da população, principalmente nas áreas de saúde e infraestrutura.
“Vou considerar as propostas que eles têm de melhoria para o povo, os mais pobres. Melhorar a saúde, a infraestrutura. Na minha rua mesmo é só buraco, só lixo. O lixo coletor passa só uma vez e quando passa. Melhorar também a fila de Sisreg, que a gente espera meses e até anos. As pessoas até, às vezes, perecem por essa espera que não melhora. A gente espera muito que eles olhem para essa parte, que é a parte da saúde.”, observou Natali.

Mário Pontes Filho, autônomo e morador da Compensa, na zona Oeste, destacou a honestidade como um dos critérios para escolher os candidatos.
“Eu vou levar em consideração a honestidade. O meu voto é secreto. Eu não vou dizer para quem eu vou votar, mas eu vou botar toda a minha honestidade naquela pessoa. Então, a pessoa que vai governar tem que ser honesta e cumprir com as promessas”, destacou Mário.

Quintino Oliveira, também autônomo e morador da zona Leste, espera mudanças diante do aumento do custo de vida e cobra atenção dos próximos governantes para a geração de empregos.
“Está tudo muito caro. Um dia o preço é um e, no outro dia, é outro. Eu sou trabalhador, estou aqui na batalha. É muito complicado. Espero que o próximo governante olhe para os empregos.”, desabafou Quintino.

Empatia com as causas da população
Desde 2024, o Fala Manaus percorre bairros e comunidades da capital amazonense para mostrar problemas enfrentados pelos moradores e cobrar soluções do poder público.
Somente em 2025, foram mais de 50 locais visitados. Entre as principais denúncias estão buracos, alagamentos, lixo, saneamento e insegurança.

Em junho deste ano, moradores da Praça 14, na zona Sul, denunciaram problemas de lama, alagamentos e buracos na rua Novo Ayrão. Meses depois, segundo os moradores, a situação continua.
O morador Enos Guimarães afirma que os próximos governantes precisam ter mais empatia com a população e conhecer de perto os problemas enfrentados por quem vive nas áreas afetadas.

“A gente espera que sejam pessoas que tenham empatia com a população, que consigam se pôr na nossa situação. Porque isso aqui é um descaso. Há mais de 20 anos, praticamente, o Prosamim iniciou e deram como finalizado. Chamaram os moradores e falaram: ‘A gente lhe dá R$ 21 mil para você voltar para o interior’. É fácil morar no centro de Manaus e depois ser jogado para a periferia. Claro que ninguém quer, e muito menos voltar para o interior se você está aqui no centro da capital da Amazônia, pelo amor de Deus”, desabafou Enos.
Para Marcos Antônio, além de propostas, o próximo governante deve apresentar uma nova visão para áreas consideradas essenciais pela população.

“Eu espero que ele venha com uma nova visão, trazer desenvolvimento comercial, desenvolvimento industrial, trazer de volta a saúde pública e trazer os programas sociais para nossa comunidade, do nosso país”, disse o microempresário.
Já Ruan Vitor, vendedor e morador do bairro Tarumã, destacou a necessidade de investimentos em segurança e saúde, além de cobrar responsabilidade dos futuros governantes.

“Que tenha segurança. A gente precisa de bastante médicos. Tiraram nossos médicos que trabalhavam para a gente. Eles são guerreiros, porque eles não dormem. Todos os dias estão lá para salvar vidas. Precisamos de muitos médicos nas UPAs e UBSs. É isso que eu quero para o novo governo. Uma responsabilidade, porque o povo não é brincadeira. Se eles ganham, é por causa do nosso voto”, finalizou Vitor.






