Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Mulheres amazonenses vão ocupar o Centro de Manaus na tarde deste domingo, 8/3, em dois atos públicos contra o feminicídio e as diversas violências enfrentadas diariamente por mulheres que, segundo as organizadoras, muitas vezes não recebem a devida atenção do Estado.
As mobilizações ocorrerão em dois momentos: às 15h, na Praça da Polícia, e às 17h, na Praça Dom Pedro II, ambas localizadas no Centro Histórico da capital.
A ativista Luzanira Varela da Silva, integrante do Fórum Permanente das Mulheres de Manaus (FPMM), explicou ao Portal Rios de Notícias que o protesto também busca chamar atenção para diferentes formas de violência que ainda passam despercebidas.
“As violências que o Estado não vê são as obstétricas nas maternidades, a delegacia da mulher que não funciona 24 horas e a falta de políticas públicas em várias situações da vida das mulheres”, afirmou.
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A organização estima a participação de cerca de 500 mulheres nos dois atos. Devem participar integrantes do Fórum Permanente das Mulheres, mulheres indígenas e representantes de 42 entidades, entre sindicatos, centrais sindicais, movimentos feministas, organizações sociais e integrantes de partidos políticos.
Durante a mobilização, as participantes também devem reforçar o incentivo à denúncia em casos de violência doméstica.
“Espero que nenhuma mulher seja vítima de feminicídio. Mulher, no primeiro xingamento ou no primeiro empurrão, denuncie. Toda mulher precisa ser respeitada e amada. Que no próximo 8 de março possamos comemorar conquistas”, disse Luzanira Varela, que também representa o Levante Feminista contra o Feminicídio e a Pastoral Operária dentro do fórum.
Sobre o Fórum Permanente das Mulheres de Manaus
Criado em 2006, o Fórum Permanente das Mulheres de Manaus é um movimento social e de articulação política voltado à defesa dos direitos das mulheres, ao combate à violência de gênero e ao feminicídio, além da promoção de políticas públicas.
O fórum atua de forma integrada com diversas organizações sociais, com foco especial em mulheres periféricas, indígenas e de comunidades tradicionais do Amazonas.






