Gabriel Lopes – Rios de Notícias
SÃO LUÍS (MA) – Um menino foi alvo de bullying e racismo em uma escola de São Luís, no Maranhão, ao receber de colegas uma “carteira de trabalho” feita de papel, na qual constava um salário fictício de R$ 50 por ano.
O caso foi descoberto pelo pai da criança, o jornalista e radialista maranhense Ismael Filho, após assistir à série “Adolescência” em uma plataforma de streaming. A produção aborda temas como bullying e violência, o que o motivou a conversar com o filho sobre o assunto.
Durante o diálogo, o menino revelou que vinha sofrendo humilhações na escola e que a “carteira de trabalho” era usada pelos colegas para ridicularizá-lo. Ele era constantemente chamado de “CLT”, “mendigo”, “pedreiro” e “pobre”.
A irmã do garoto, Ana Flávia, compartilhou o caso nas redes sociais e destacou que a família não tinha conhecimento do que estava acontecendo, pois a vítima não comentava sobre as agressões e, muitas vezes, nem compreendia o motivo dos apelidos ofensivos.
Ao tomar conhecimento da situação, a direção da escola convocou uma reunião com pais e professores para abordar o problema. A família acredita que o fato de o menino ser bolsista pode ter contribuído para a associação pejorativa feita pelos colegas.






