Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Os candidatos à Prefeitura de Manaus pela chapa do PT, Marcelo Ramos (PT) e seu vice Luiz Castro (PDT), anunciaram em notas oficiais divulgadas em suas redes sociais que não apoiarão nenhuma das candidaturas que disputam o segundo turno das eleições municipais. Ambos ressaltaram o compromisso com seus princípios e a coerência em não subir em palanques que, segundo eles, não representam as propostas de mudanças que defenderam durante a campanha.
Marcelo Ramos destacou que a eleição é um momento de esperança e responsabilidade, mas reforçou que sua relação com Manaus vai além de um processo eleitoral. No entanto, ele frisou que nenhuma das opções que permanecem na disputa tem alinhamento com o presidente Lula, a quem sempre se manteve próximo.
“Portanto, por uma questão de coerência e respeito aos 66.528 manauaras que votaram 13 no primeiro turno, não vou ‘subir em palanques’ nesse segundo turno”, afirmou Marcelo, que defendeu a importância de manter sua independência política para fiscalizar a gestão da cidade, seja quem for o próximo prefeito. Ele concluiu sua nota agradecendo as mensagens de apoio que recebeu e reafirmou que a decisão sobre o futuro de Manaus deve estar nas mãos do povo.
Luiz Castro também reforçou o sentimento de coerência ao declarar que não apoiará nenhuma das candidaturas, argumentando que ambas estão distantes das propostas de verdadeira mudança para a cidade. Castro criticou o fato de que a maioria dos eleitores foi influenciada por “discursos fantasiosos” e “práticas perniciosas”, o que o levou a não acreditar que uma das opções representasse a transformação necessária para Manaus.
Luiz Castro fez questão de expressar sua gratidão aos mais de 60.000 eleitores que acreditaram em sua campanha, ressaltando que, mesmo não avançando ao segundo turno, sua atuação em defesa de uma cidade mais inclusiva e sustentável continuará. Ele citou o estadista Winston Churchill ao afirmar que “a Democracia é um regime cheio de defeitos, mas ainda não inventaram nada melhor”, reforçando que, apesar se manter neutro, exerce seu direito de escolha.






