Kaelyson Moraes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Manaus registrou 1.100 atendimentos de saúde por exposição à fumaça entre 1º de agosto e 21 de outubro, segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), divulgados na quinta-feira, 22/10.
Somente em outubro, foram contabilizados 874 atendimentos, o equivalente a 79,5% do total. O dia 17 de outubro concentrou o maior número de registros, período em que a capital amazonense também apresentou a pior qualidade do ar do mundo.
De acordo com os dados, mais da metade dos atendimentos registrados em outubro ocorreu nos sete dias anteriores ao levantamento.
Casos de intoxicação no Amazonas
Em todo o estado, a FVS-RCP contabilizou 312 casos de intoxicação relacionada à fumaça entre agosto e 21 de outubro. Desse total, 258 foram associados a queimadas ou incêndios florestais, enquanto 213 registros ocorreram em outubro.
Manaus lidera a lista de municípios com mais casos, com 261 registros, seguida por Autazes, com 24, Iranduba, com 11, e Itacoatiara, com quatro.
Outros nove municípios registraram um caso cada: Anamã, Borba, Careiro, Careiro da Várzea, Guajará, Manacapuru, Maués, Novo Airão e Urucurituba.
Manaus teve pior qualidade do ar do mundo
O dia 17 de outubro também foi marcado por níveis extremos de poluição atmosférica na capital. Segundo a plataforma IQAir, Manaus atingiu 441 pontos no Índice de Qualidade do Ar (AQI), liderando o ranking mundial naquele dia.
A marca ficou acima dos índices registrados em cidades como Singapura, com 226 pontos; Mumbai, com 174; Kolkata, com 163; e Delhi, também com 163.
A exposição à fumaça de queimadas pode agravar problemas respiratórios e cardiovasculares, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes.






