Gabriela Brasil – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A população da capital amazonense amanheceu novamente, neste sábado, 18/11, com uma grande nuvem de fumaça sobre a cidade. Grande parte das zonas da área urbana de Manaus apresentaram índices de qualidade de ar ruim.
Conforme o aplicativo que mede a qualidade do ar, o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a zona Sul de Manaus concentra a pior qualidade de ar.
O bairro Morro da liberdade registrou um índice considerado “péssimo” pelo medidor, com 109,6 de partículas finas (MP2.5), sendo o local mais insalubre para respirar na capital. Bairros como Colônia Terra Nova e Vila Buriti estão com níveis de poluição considerados “muito ruins”.
A fumaça proveniente das queimadas também atingiu a zona Centro-Sul de Manaus. Bairros como Aleixo, Nossa Senhora das Graças, Parque Dez e Chapada registraram o nível de poluição do ar “ruim”. A zona Leste também registrou índice “ruim”.
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A zona Oeste apresentou as melhores condições para respirar com nível do ar considerado “moderado”. O nível de ar considerado aceitável é até 60 MP2.5
A grande nuvem de fumaça que encobre toda a cidade tem sido recorrente há dois meses, e até o momento a sua origem é incerta. O Governo do Amazonas declarou que a fumaça vem das queimadas no Estado do Pará.
De 18 de outubro até 18 de novembro, o Pará registrou 31% das queimadas no país, sendo o Estado com o maior número de queimadas. Os dados são do sistema de monitoramento de queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O Amazonas aparece em 8° com 3,8% dos focos de queimadas.
Desde o início do aparecimento da fumaça na capital amazonense, em setembro, até este sábado, 18/11, o Pará acumulou 50% das queimadas na Amazônia, e o Amazonas cerca de 15,7%.
Em outubro, o governador do Pará, Helder Barbalho, afirmou que não podia confirmar se o “nevoeiro” que encobre Manaus tem como origem os focos de queimada nos municípios paraenses.
No dia 10 de novembro, o Ibama também apontou que a fumaça na capital amazonense vem do Estado do Pará, e que as queimadas ocorrem em áreas privadas, assentamentos e em Unidades de Conservação do Estado.
Confira o dados:







