Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Uma mulher identificada como Stephane Lopes usou as redes sociais, nesta quarta-feira, 4/2, para denunciar um atendimento que classificou como inadequado durante uma consulta pediátrica realizada em uma unidade da Hapvida, no bairro Parque 10, zona Centro-Sul de Manaus.
Segundo o relato, a consulta foi rápida e não incluiu um exame clínico completo. Stephane afirma que a médica informou que as queixas apresentadas não eram da especialidade dela, limitando-se a prescrever uma vitamina e a emitir um encaminhamento para outro profissional.
A consulta havia sido agendada para o dia 15 de janeiro e seria a primeira avaliação do ano do filho, Miguel. A expectativa, de acordo com a mãe, era realizar um acompanhamento de rotina, com verificação geral do estado de saúde da criança, como garganta, coração e orientações básicas.
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Atendimento
Stephane relata que chegou no horário, fez o check-in na recepção e foi chamada pouco depois. Ao entrar no consultório, estranhou o posicionamento das cadeiras, afastadas da mesa, e o fato de a médica estar utilizando máscara.
“Imaginei que ela pudesse estar gripada e, por isso, quisesse manter distância”, contou.
Ainda segundo a mãe, logo no início da consulta, a profissional afirmou que os exames anteriores do menino estavam normais e só precisariam ser refeitos em agosto. Stephane diz ter explicado que o objetivo da consulta não era repetir exames, mas realizar uma avaliação de rotina.
“Era a primeira consulta do ano. Eu queria saber se estava tudo bem com a garganta, com o coração, esse acompanhamento básico”, afirmou.
Críticas
A mãe relata que, ao tentar apresentar suas observações, foi interrompida e questionada sobre o motivo de ter marcado consulta com aquela médica específica.
“Eu sou mãe, não sou médica. Para mim, o pediatra é quem avalia e encaminha, se for necessário”, disse.
Stephane afirma ainda que não houve exame físico básico da criança, como ausculta do coração ou observação da garganta, e que também não foram feitas perguntas sobre alimentação, sono ou histórico recente de saúde. “Uma consulta pediátrica também é essa troca”, declarou.
De acordo com o relato, a única prescrição feita foi de uma vitamina, após a própria mãe mencionar que o filho não utilizava suplementos. A médica também teria reforçado que a situação não era de sua especialidade.
A mãe afirma que permaneceu menos de dez minutos no consultório, saiu abalada com a experiência e criticou ainda a recorrência de atrasos em atendimentos agendados. “A gente cria uma expectativa de cuidado, e não foi isso que aconteceu”, concluiu.
Repercussão
O relato gerou repercussão nas redes sociais. A cliente Kamila Oliveira afirmou que denúncias públicas são fundamentais para provocar mudanças. “Depois do que aconteceu com o menino Bernardo, não dá mais para fazer vista grossa”, escreveu.
Já a advogada Gabriele Ferreira destacou que o caso pode não ser isolado e reforçou que se trata de um serviço pago.
“Quando direitos são deixados de lado, esse tipo de conduta se repete. Responsabilizar é o primeiro passo para que haja mudança”, afirmou.
Sem resposta
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a assessoria da Hapvida para solicitar esclarecimentos sobre o caso, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação da empresa.






