Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Durante um discurso em cumprimento de agenda no Paraná, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relembrou o período em que esteve preso em Curitiba e trocava cartas com a atual primeira-dama, Janja Lula da Silva.
Na ocasião, Lula emocionou o público ao recordar o valor que aquelas correspondências tinham para ele.
“Eu e a Janja escrevemos 580 cartas durante os 580 dias que fiquei preso. Ela me mandava a carta, eu recebia de manhã, o Rocha levava a minha de volta pela manhã, e o Mané trazia a dela à tarde. Você não tem noção do que é receber uma carta. Vocês já receberam carta de amor? Oh, gente do céu! Olha, vale mais do que um presente”, relatou.
O presidente também destacou a ansiedade e o alívio que sentia ao receber as mensagens.
“O Maneco conversava comigo dois minutos, e eu já perguntava: ‘E a carta?’. Quando ele dizia: ‘Hoje não tem carta, cara’, eu entrava em depressão. Aí, no dia seguinte, quando vinham duas, era uma maravilha! Eu nunca pensei que fosse tão bom escrever cartas. Ouvindo a solidão, pensando na amada e escrevendo para ela… e depois ficar esperando que ela escrevesse para você. É uma coisa muito prazerosa”, afirmou.
A relação entre Lula e Janja se fortaleceu durante a prisão dele, entre abril e novembro de 2019, período em que mantinham contato por meio de cartas e visitas na cadeia.
Os dois oficializaram a união em 2022, em uma cerimônia com centenas de convidados realizada em São Paulo.
O evento em que o presidente fez o discurso ocorreu no Paraná, durante a inauguração do Assentamento Maila Sabrina, iniciativa que integra o programa Terra da Gente, voltado para acelerar a reforma agrária no Brasil.






