Redação Rios
BRASIL – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira, 3/12, não entender a crise criada pela indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF).
A disputa, que extrapolou a simples análise de qualificação, tensionou a relação do governo com o Senado. Na terça-feira, 2, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), adiou a sabatina de Messias, marcada para o dia 10, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
“Veja, sinceramente, eu não entendo o porquê da polêmica. Não é o primeiro que eu indico, eu já indiquei oito. Eu simplesmente escolho uma pessoa e mando para o Senado, que então avalia se está qualificada ou não. Não sei por que foi transformado em um problema político dessa monta. Espero que seja resolvido”, disse Lula em entrevista à TV Verdes Mares, afiliada da Rede Globo no Ceará.
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Alcolumbre justificou o adiamento alegando que o Palácio do Planalto não enviou a mensagem formal de indicação, passo necessário para a oficialização do processo.
“Essa omissão (no envio da mensagem), de responsabilidade exclusiva do Poder Executivo, é grave e sem precedentes”, afirmou o presidente do Senado em nota.
Durante a entrevista, Lula afirmou estar tranquilo com a situação e reforçou o apoio ao nome de Messias: “Eu cumpri com o meu papel, mandei o nome que entendo ter qualificação profissional para ser ministro da Suprema Corte. Qualificação comprovada como advogado-geral da União”.
*Com informações da Agência Estado






