Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Justiça do Amazonas recebeu a denúncia do Ministério Público do Estado (MPAM) contra Pedro José da Silva Gama, de 42 anos, acusado de provocar o naufrágio que resultou na morte de três pessoas em Manaus. Com a decisão, ele passa a responder por homicídio qualificado.
A decisão foi assinada nesta sexta-feira, 24/4, pelo juiz Fábio Lopes Alfaia, da 2ª Vara do Tribunal do Júri. Na decisão, o magistrado afirmou que há prova da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria por parte do comandante da lancha Lima de Abreu XV, o que justifica a abertura da ação penal.
Com o recebimento da denúncia, inicia-se a fase de instrução processual. Nessa etapa, o réu será citado para apresentar defesa por escrito, e testemunhas serão ouvidas antes de o juiz decidir se o caso será levado a júri popular.
Segundo o MPAM, o acusado agiu com dolo eventual, ou seja, assumiu o risco de provocar o acidente ao conduzir a embarcação em alta velocidade e realizar manobras imprudentes, mesmo diante de condições adversas e de alertas dos passageiros.
Pedro José está preso desde o dia 16 de março, quando se apresentou para cumprimento do mandado de prisão.
Tragédia completa dois meses
O naufrágio da lancha Lima de Abreu XV completa dois meses ainda marcado pela dor e pela incerteza. O acidente ocorreu no dia 13 de fevereiro, por volta das 12h30, na região do Encontro das Águas, em Manaus, e deixou cinco pessoas desaparecidas.
A embarcação fazia o trajeto entre Manaus e o município de Nova Olinda do Norte quando afundou após enfrentar um forte banzeiro.
Operada pela empresa Lima de Abreu Navegações, a lancha transportava cerca de 80 pessoas. Ao todo, 71 passageiros foram resgatados com vida.
O naufrágio deixou três mortos e cinco desaparecidos. Entre os desaparecidos estão Carla Izel, Apoliana Oliveira, Patrícia Barroso da Silva, Renato Alan Melo Baggio e Ramualdo Maciel de Almeida.






