Kataryne Dias – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Justiça do Amazonas determinou a prisão preventiva de Meirilany Silva da Silva, de 21 anos, suspeita de envolvimento na morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena, ocorrida na sexta-feira, 24/7, em Manaus.
A decisão, concedida em caráter liminar, suspende a prisão domiciliar que havia sido determinada anteriormente e restabelece a prisão preventiva da investigada. A medida foi assinada no domingo, 26, pelo desembargador plantonista Flávio Humberto Pascarelli Lopes, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
Meirilany está grávida e havia obtido o direito à prisão domiciliar após ser presa durante uma operação policial que resultou na apreensão de quase uma tonelada de drogas e na morte do investigador do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc).
Decisão atende pedido do MPAM

A suspensão da prisão domiciliar ocorreu após um pedido liminar apresentado pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM). Segundo a decisão, os argumentos apresentados pelo órgão foram considerados pelo desembargador para determinar o retorno da medida cautelar mais rígida enquanto o recurso ainda será analisado.
Na decisão, o magistrado destacou que a gravidez, por si só, não seria suficiente para substituir a prisão preventiva pela domiciliar diante da gravidade dos fatos investigados.
O desembargador também apontou que, até o momento, não foram apresentados documentos médicos que comprovem gestação de risco ou alguma condição específica que justifique a manutenção da prisão domiciliar.
Investigação envolve operação com morte de policial
O caso teve início durante uma ocorrência no bairro Alvorada, zona Centro-Oeste de Manaus, quando equipes do Denarc realizavam uma ação policial e houve troca de tiros com ocupantes de um veículo.
O investigador Luciano Carvalho de Sena, de 44 anos, foi atingido durante o confronto e não resistiu aos ferimentos. Um suspeito também ficou ferido na ação.
Durante a operação, a polícia apreendeu quase uma tonelada de drogas, além de armas, munições, coletes balísticos e outros materiais relacionados ao tráfico.
O MPAM sustenta que Meirilany teria ligação com uma organização criminosa e que a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública e o andamento das investigações.
A defesa da investigada ainda pode recorrer da decisão.






