Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Desde a formação acadêmica, o jornalista da atualidade já lida com rápidas transformações e desafios constantes no mercado de trabalho. Neste Dia do Jornalista, o Portal RIOS DE NOTÍCIAS conversou com os novos talentos formados na área, além de jornalistas que, há anos, já atuam no mercado e são referência.
Para os estudantes de jornalismo do Centro Universitário Fametro, a transição da teoria para a prática começa logo cedo, como é o caso do estagiário do Portal Rios de Notícias, Patrick Júnior, de 21 anos.

“A gente não só informa, mas dá voz àqueles que não são ouvidos. Cursar jornalismo e atuar na área é outro desafio porque a gente tem muitas atividades interdisciplinares, atividades práticas e para quem já está atuando, mesmo como estágio, a gente acaba tendo uma má administração do tempo. Porém, nada que um bom planejamento não resolva.”
Patrick Motta Jr, estudante de jornalismo
A coordenadora do curso de Jornalismo na Fametro, Leila Ronize, complementa a fala de Patrick, e destaca a importância do preparo teórico e prático, sendo esse o diferencial do curso na instituição.“Os alunos têm hoje a oportunidade de trabalhar em laboratórios de rádio, TV e redação, produzindo conteúdo real e simulando o que viverão no mercado de trabalho“, explica.

“A nossa pretensão é que eles levem isso que a gente fala, trabalhem com ética, busquem a qualidade, apurem, tentem não seguir aquela linha tênue de querer o furo ou então a informação, pelo fato de ser era digital, muito apressada. O profissional tem que se adequar às novas tecnologias, sabendo a técnica, sem nunca deixar a parte crítica e ética de lado. A junção dessas duas coisas é perfeita.”
Leila Ronize, coordenadora do curso de Jornalismo
Para Rômulo Araújo, professor do curso de Jornalismo do Centro Universitário Fametro, a função do jornalista vai além de informar. O bom profissional, segundo ele, deve ajudar a sociedade a discernir a verdade do que circula online.

“O que se espera dos alunos é justamente esse diálogo: ajudar as pessoas a ficarem bem informadas, a não acreditarem em qualquer link ou frase que circula em grupos ou redes sociais. Assim, um curso como esse abre os olhos das pessoas para o mundo em que vivemos.”
Rômulo Araújo, professor de Jornalismo
Formando talentos
A formatura é um marco muito importante na vida de qualquer estudante, mas também traz a reflexão sobre os desafios a serem superados, especialmente para quem já está no mercado de trabalho e busca continuar evoluindo na carreira.
Gabriel Lopes, de 22 anos e repórter do Portal Rios de Notícias, é um desses exemplos. “Hoje, diplomado, enquanto jornalista, eu acho que é super importante a gente sempre fazer uma cobertura responsável, uma apuração correta, um trabalho jornalístico eficiente”, destacou.

“A gente sabe que ser jornalista é uma palavra muito forte. O diploma, além de te capacitar, te trazer conhecimento técnico, trazer principalmente tudo aquilo que te prepara para o mercado de trabalho, é muito importante para validar aquilo que eu já venho fazendo há um tempo. Mas, se hoje eu atuo na área, é muito graças também à faculdade.”
Gabriel Lopes, jornalista
Sara Vasconcelos, de 41 anos, agora formada na área, falou sobre os desafios do curso e relembrou o período mais difícil de sua formação, durante a pandemia. “Comecei com muita insegurança, pois estávamos vivendo a maior pandemia mundial. Foi difícil, especialmente com a saúde mental comprometida. Mas tive o apoio da instituição e da minha turma, isso foi fundamental“, relembra.

“Sempre entrei para fazer jornalismo pensando em empreender. Quero focar no empreendedorismo feminino, com mentorias e oratória, levando a comunicação para esse nicho.”
Sara Vasconcelos, jornalista
Letícia Rolim, de 23 anos, colega de turma de Sara, também enfrentou o período das aulas na pandemia. “O primeiro grande desafio foi a Covid. Muitos obstáculos tentaram nos fazer desistir, mas a persistência foi nossa força. Estar aqui é uma vitória“, completa.
Atualmente, como repórter, Letícia ingressou no mercado de trabalho do jornalismo por meio de seu primeiro estágio no Portal Rios de Notícias, em 2023. Durante essa experiência, teve a oportunidade de demonstrar seu talento, o que lhe garantiu a contratação como repórter. Desde então, tem se dedicado a novos projetos na área, agora já formada.

“Acredito que o jornalismo ainda dá a oportunidade de começarmos a trabalhar antes de nos formar. Meu objetivo ainda é atuar na assessoria de comunicação e, daqui a cinco anos, me vejo sendo uma profissional renomada na área.”
Letícia Rolim, jornalista
João Thiago, de 21 anos, relembrou o desafio de equilibrar os estudos com o trabalho. “Conciliar a faculdade com o trabalho foi um grande desafio, mas a Fametro me ajudou muito com estágios e oportunidades no mercado“, reforçou o jovem, que trabalha como videomaker e fotógrafo, e reconhece que o jornalismo foi fundamental para abrir portas na área publicitária.

“Me identifiquei muito com a área publicitária. O curso me deu a base para trabalhar em diversas áreas, incluindo TV, governo e campanhas políticas“
João Thiago, jornalista
Referência no jornalismo
Com mais de 30 anos de carreira, a jornalista e escritora Mazé Mourão, que também é apresentadora na rádio RIOS FM 95,7, revelou aspectos interessantes que marcaram sua trajetória na profissão, além das mudanças no jornalismo ao longo dos anos.

“Comecei no jornalismo no Rio de Janeiro, influenciada por um grande amigo, o Gilberto Alexandre de Queiroz Barbosa, que me convidou para ser assistente dele. Trabalhei no Tribunal do Trabalho, mas meu amor pela redação me fez mudar de rumo. Ao concluir minha faculdade no Rio, vi que esse era realmente meu caminho.”
Mazé Mourão, jornalista e escritora
A jornalista destacou as transformações que ocorreram ao longo dos anos e as dificuldades enfrentadas, principalmente com as mudanças tecnológicas. “Na minha época, usávamos máquina de escrever. Hoje, com as redes sociais e a internet, as notícias são muito mais rápidas. O jornalismo evoluiu, e até hoje também busco me adaptar a essa nova realidade“, reflete Mazé.






