Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A deputada estadual Joana Darc (União Brasil) foi reconduzida ao cargo de titular da Secretaria de Estado de Proteção Animal (Sepet), após um curto período de retorno à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).
Joana deixou a secretaria com o objetivo de destinar R$ 15,6 milhões em emendas parlamentares individuais, valor que originalmente era de R$ 12,1 milhões e recebeu um acréscimo de R$ 3,5 milhões para 2026.
Na última segunda-feira, 17/11, Joana foi exonerada da função pelo governador Wilson Lima (União Brasil) após pouco mais de um mês no cargo.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a secretária afirmou que o retorno ao legislativo era temporário e estratégico para a definição do “caminho” que tomariam os recursos públicos.
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‘Dança das Cadeiras’
A saída de Joana da pasta abriu margem para uma “dança das cadeiras”, com a volta da deputada suplente Professora Jaqueline (União Brasil) à Câmara Municipal de Manaus (CMM) e saída do vereador suplente Amauri Gomes (União Brasil), que deixou a Casa Legislativa após um curto período.
Já na quarta-feira, 19, o governador nomeou novamente Joana Darc para o cargo de confiança na Sepet, conforme novo decreto no Diário Oficial do Estado (DOE), fazendo com que todos os citados retornem as funções que já desempenhavam nos parlamentos municipal e estadual.
Até o momento, a parlamentar licenciada não comentou sobre seu retorno a pasta, mas já havia dito dias antes que voltaria ao cargo “para que a gente possa fazer entregas importantes para a causa animal que serão em breve anunciadas pelo nosso governador Wilson Lima”, disse ela na segunda, 17.
Aumento das emendas após mudança na Constituição
Os deputados estaduais do Amazonas aprovaram, na última semana, uma mudança na Constituição que aumenta o valor disponível para suas emendas parlamentares individuais, passando de 1,2% para 1,55% do orçamento.
Com isso, cada parlamentar terá R$ 15,6 milhões para destinar em 2026, R$ 3,5 milhões a mais que o previsto anteriormente, em um custo total de R$ 375,4 milhões aos cofres públicos, metade dos quais deve ser investida obrigatoriamente em saúde.
Além das emendas individuais, os deputados ainda podem contar com as emendas de bancada, que somam mais R$ 242,2 milhões, ampliando significativamente o montante de recursos que podem direcionar a obras e projetos no estado.






