Caio Silva – Rios de Notícias
BORBA (AM) – A cunhã-poranga do Boi Garantido, Isabelle Nogueira marcou presença no 21º Festival Cultural Munduruku, realizado neste domingo, 19/4, na Aldeia Kwatá, em Borba, no interior do Amazonas.
Durante a programação, o festival reuniu competições tradicionais, rituais e danças. A participação de Isabelle reforçou a visibilidade do evento e a luta dos povos indígenas do Médio Madeira. A artista foi convidada pelo cacique Manoel.
“O cacique Manoel quem me convidou através de um ofício para estar presente em sua aldeia, obrigado guerreiro”, afirmou.
A presença de Isabelle movimentou o evento. Durante o festival, a cunhã-poranga também interagiu com o público presente. Nos stories, ela destacou a importância da celebração. “Entendam que esse movimento é extremamente necessário para que a arte indígena e a língua indígena não morram. É um ato de resistência”, afirmou.
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O evento coincidiu com o Dia dos Povos Indígenas, reforçando o simbolismo da data e a valorização da ancestralidade e da resistência do povo Munduruku.
Festival Cultural Munduruku
Entre os dias 17 e 19 de abril, a Terra Indígena Kwatá-Laranjal, em Borba, se transformou em um importante espaço de celebração cultural, reunindo tradições ancestrais e marcando os 22 anos da homologação do território compartilhado pelos povos Munduruku e Sateré-Mawé.
Embora esteja em sua 21ª edição, o festival carrega uma trajetória que ultrapassa cinco décadas. Criado pelos ancestrais da Aldeia Kwatá, o evento evoluiu ao longo do tempo e se consolidou como símbolo de mobilização política e cultural indígena.
A edição deste ano contou com a participação de Isabelle Nogueira, como forma de ampliar a visibilidade do festival e fortalecer o diálogo entre manifestações culturais amazônicas e saberes originários.
Durante três dias, a aldeia recebeu uma programação diversificada, com rituais tradicionais, danças como Wadoda e Farinha, além de apresentações teatrais. O protagonismo feminino também ganhou destaque com as “Marias Munduruku” e o desfile que elege a rainha do FECUM.
O festival ainda promove competições esportivas indígenas e exposições de artesanato, valorizando conhecimentos transmitidos entre gerações.
O encerramento, no dia 19 de abril, reforça o caráter simbólico do evento, que coincide com a celebração da conquista do território. Para os organizadores, o FECUM é um espaço fundamental de diálogo com a sociedade.






