Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A investigadora da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) Viviane Monteiro de Almeida foi condenada a 23 anos, 2 meses e 13 dias de prisão, em regime fechado, por integrar um grupo que se passava por policiais civis para invadir residências e roubar vítimas em Manaus.
A sentença, assinada pela juíza Patrícia Macedo de Campos, da 8ª Vara Criminal, também determinou a perda do cargo público da servidora.
Além dela, Samuel da Costa Matos foi condenado a 19 anos, 10 meses e 20 dias de prisão, enquanto Alessandro Freire Naranjo e Jefferson Cavalcante Marcolino receberam penas de 16 anos, 6 meses e 27 dias cada.
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Todos cumprirão as penas em regime fechado. Segundo o processo, o grupo utilizava coletes táticos, distintivos, algemas e mandados de busca falsificados para convencer as vítimas de que realizava operações policiais.
Em um dos casos, registrado em agosto de 2025, os criminosos invadiram a casa de uma mulher, a mantiveram sob ameaça e exigiram dinheiro.
A vítima foi obrigada a entregar R$ 5 mil em espécie e realizar uma transferência de R$ 10 mil via Pix, totalizando R$ 15 mil. O grupo também levou um notebook, um relógio e outros objetos da residência.
Na decisão, a magistrada afirmou que a condenação foi sustentada por um conjunto de provas, incluindo mensagens extraídas do celular da investigadora, relatórios de dados telemáticos, extratos bancários e imagens de câmeras de segurança.
As investigações também apontaram que os envolvidos monitoravam a vítima, planejavam a ação e dividiam os valores obtidos após o crime.
Os quatro foram condenados por roubo majorado, extorsão majorada e uso de documento falso.
A pena de Viviane foi agravada por ela ter cometido os crimes na condição de servidora pública e violando o dever funcional.
A acusação de associação criminosa, no entanto, foi rejeitada pela Justiça. A juíza entendeu que as provas demonstraram a atuação conjunta dos réus, mas não a existência de uma organização criminosa permanente.






