Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Os pais de Benício Xavier, Bruno Freitas e Joyce Xavier, divulgaram novos detalhes sobre as investigações que apuram a morte do filho. As declarações foram feitas por meio das redes sociais, neste domingo, 18/1.
Bruno Freitas veio a público para esclarecer em que estágio se encontram as apurações e reforçou que a família busca apenas justiça. Segundo ele, o caso segue sendo investigado em três frentes: criminal, ética-profissional e civil, todas em fases distintas.
De acordo com Bruno, a investigação criminal é conduzida pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). Todos os envolvidos já prestaram depoimento e, no momento, a apuração aguarda a conclusão do laudo do Instituto Médico Legal (IML). “O IML analisa tanto a parte documental quanto realiza a autópsia nas partes do corpo do Benício”, explicou.
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Benício Xavier morreu em novembro do ano passado após a aplicação incorreta de adrenalina por via intravenosa no Hospital Santa Júlia, em Manaus.
Enquadramento
Ainda segundo o pai, a Polícia Técnico-Científica também atua no caso, sendo responsável por avaliar o funcionamento de sistemas e verificar a existência de possíveis falhas técnicas.
“Ao final de todo esse trabalho, o delegado vai elaborar um relatório conclusivo e encaminhá-lo ao Ministério Público, juntamente com a classificação do crime, se foi homicídio culposo ou doloso”, afirmou.
Bruno Freitas destacou que espera que o caso seja enquadrado como homicídio doloso e ressaltou que cabe ao Ministério Público decidir se oferece ou não denúncia à Justiça. “A gente espera que seja doloso, por tudo o que aconteceu com o Benício”, disse.
Outra frente mencionada trata da ética profissional. Segundo Bruno, no Conselho Regional de Medicina (CRM) já foi aberta uma sindicância de ofício, além de uma denúncia formal apresentada pelos pais.
“O CRM ainda aguarda que todos os envolvidos apresentem suas manifestações. Um conselheiro elabora um relatório que será levado à votação em plenária”, explicou.
Expectativa
Para Bruno Freitas, a expectativa é de que o processo ético-profissional seja instaurado. Diante das provas que vêm surgindo, a família afirma confiar que o CRM dará andamento ao caso.
Em relação ao Conselho Regional de Enfermagem (Coren), Bruno informou que mantém contato por e-mail para assegurar a participação da família no processo. “Quando houver julgamento, queremos estar presentes, expor nossa denúncia e que eles escutem o nosso lado”, afirmou.
Responsabilização
Bruno Freitas relatou ainda que a terceira vertente, de natureza civil, ainda será iniciada. Segundo ele, a família aguarda a produção e a reunião de todas as provas para, então, ingressar com as ações judiciais cabíveis. “A partir disso, vamos abrir processo contra todos os envolvidos: médico, técnico, enfermeiro e hospital”, declarou.
O objetivo, de acordo com Bruno, é a responsabilização pelos fatos e o reconhecimento da gravidade do ocorrido. Ao final do pronunciamento, ele destacou que a família confia nas instituições e reafirmou que não busca vingança.
“A gente não busca vingança, apenas justiça. Fazemos isso pelo Benício e para que nenhuma outra família passe pela dor que estamos passando”, concluiu.












