Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Em meio à fumaça que afeta Manaus e municípios do interior, órgãos estaduais e federais intensificaram a fiscalização para identificar e responsabilizar autores de incêndios florestais criminosos no Amazonas.
As multas podem chegar a R$ 10 mil por hectare ou fração da área atingida, conforme o enquadramento da infração. O reforço das ações foi anunciado na terça-feira, 13/10, em Brasília.
A operação integrada reúne o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e a Polícia Federal (PF).
Além das multas, os responsáveis podem sofrer sanções como embargo das áreas afetadas e apreensão de equipamentos. Também podem responder criminalmente, com possibilidade de prisão, conforme as circunstâncias e a legislação aplicável.
A iniciativa busca ampliar o combate ao uso ilegal do fogo, impedir a propagação das chamas e evitar novos incêndios provocados intencionalmente.
Fiscalização reúne órgãos estaduais e federais

De acordo com os órgãos envolvidos, incêndios florestais podem ser provocados para degradar a vegetação, converter áreas em pastagens e lavouras ou favorecer o avanço do desmatamento ilegal.
A operação tem como foco identificar os responsáveis, impedir que as chamas se espalhem e desestimular novas ocorrências. A atuação conjunta também busca ampliar a capacidade de fiscalização em regiões de difícil acesso.
Poluição do ar segue elevada em Manaus e no interior
Enquanto a fiscalização é intensificada, a poluição atmosférica continua em níveis preocupantes no Amazonas. Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA), referentes a quarta-feira, 14, apontam concentrações elevadas de material particulado fino (MP2,5) em diferentes pontos da capital e do interior.
Em Manaus, os pontos de Compensa e São Jorge registraram 197,1 microgramas por metro cúbico (µg/m³). No interior, Maués apresentou 238 µg/m³, enquanto Itacoatiara registrou 166 µg/m³, Urucará chegou a 160,5 µg/m³, Parintins teve 141,2 µg/m³ e Itapiranga marcou 132,8 µg/m³.
A exposição à fumaça representa riscos à saúde, principalmente para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.
Amazonas registra 1.372 focos de calor em 12 dias
Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Amazonas contabilizou 1.372 focos de calor entre 1º e 12 de outubro. Autazes liderou os registros entre os municípios citados, com 109 focos detectados por satélite.
Na sequência aparecem Itacoatiara, com 42; Manaquiri, com 35; Manacapuru e Novo Aripuanã, com 32 cada; Maués, com 30; e Careiro e Borba, com 27 cada.
Os focos de calor são indicadores utilizados para identificar possíveis queimadas e incêndios, mas não significam necessariamente que cada registro corresponda a um incêndio florestal confirmado. Os dados ajudam a orientar o monitoramento e as ações de fiscalização e combate ao fogo.






