Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Igarapé do Gigante, localizado no bairro Redenção, zona Oeste de Manaus, ainda preserva boa parte de sua extensão isento da cobertura urbana, composta por ruas, avenidas e rodovias que cortam a cidade de Manaus. Considerado uma bacia hidrográfica mista – uma vez que parte de seu curso se encontra na zona urbana e outra parte na zona rural, o igarapé é um dos braços da macrobacia do Tarumã.
Um sistema de monitoramento dos indicadores de qualidade da água foi lançado nesta quarta-feira, 7/2, pelo Sistema Integrado de Inteligência, Proteção e Monitoramento do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM).
O coordenador geral do projeto, Daniel Nava, informou que o programa se une aos movimentos sociais já existentes no igarapé, considerando o propósito maior, que é a revitalização do rio. “Estamos implantando um sistema de monitoramento dos indicadores de qualidade da água numa bacia piloto, a Bacia Hidrográfica do Gigante”, disse.
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O monitoramento ambiental será feito em parceria com a Universidade Estadual do Amazonas (UEA), por meio do Grupo de Pesquisa Química Aplicada à Tecnologia, que desenvolverá análises físico-químicas de água, e vai monitorar a qualidade do ar presente na região, conforme informou Daniel Nava ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS.
“O programa inclui ações de fiscalização preventiva nas estações de tratamento de esgoto existentes e projetadas, considerando que o ‘Programa Trata Bem Manaus’ da empresa Águas de Manaus, com a parceira do Sistema Integrado, projeta que toda a Bacia Hidrográfica terá cobertura de rede de esgoto até 2028”, frisa.
Com isso, o investimento em saneamento pode trazer soluções definitivas para as alterações ambientais no curso das águas, degradadas evidentemente, pela ação humana. Para o coordenador Daniel Nava, “o esgoto das moradias terá tratamento adequado e não mais será jogado no Igarapé sem qualquer tratamento como acontece nos dias atuais”, salienta.






