Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Na reta final para o 67º Festival Folclórico do Amazonas, que acontece nos dias 25 e 26 de julho no Sambódromo, o Portal RIOS DE NOTÍCIAS acompanhou o ensaio da batucada do Boi Corre Campo – o mais antigo em atividade na capital – realizado na avenida Marquês da Silveira, no bairro Cachoeirinha, zona Sul de Manaus.
Com a presença da batucada, dos itens oficiais e da diretoria, o ensaio mostrou uma prévia do aguardado espetáculo que o conhecido “Boi do Mapa” está preparando para a arena com o tema “Amazonidade”. Neste ano, o boi-bumbá aposta na celebração à identidade amazônida e à resistência cultural dos povos da região.
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Em busca do oitavo título
O presidente do Boi Corre Campo, Leon Medeiros, destacou que a preparação para o festival vem de longa data e que a agremiação entra na arena com o objetivo claro: conquistar o oitavo título consecutivo.

“Somos o boi mais antigo de Manaus em atividade, com sete títulos seguidos. Vamos em busca do oitavo com um espetáculo grandioso, como sempre. Este ano trazemos o tema ‘Amazonidade’, que enaltece nossa identidade, cultura e resistência amazônida. Um tema que vai emocionar o público e reforçar o orgulho de sermos quem somos”, afirmou.
Leon Medeiros, presidente do Corre Campo
A emoção da estreia
A porta-estandarte Érica Castro, que fará sua estreia neste Festival, falou com exclusividade ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS. A nova representante do pavilhão revelou que o momento é de grande expectativa e responsabilidade.

“É muito emocionante poder representar o estandarte do boi mais campeão de Manaus. É minha estreia e o coração está bem ansioso. Quero contribuir com os 10 pontos e levar esse troféu para o nosso mapa gigante. É uma responsabilidade imensa, mas estou me preparando com muita dedicação”, afirmou Érica.
Érica Castro, porta-estandarte
Força dos veteranos
Já a Rainha da Batucada, Rayssa Santos, destacou o ritmo intenso de ensaios e o compromisso com o item que vem defendendo com paixão há seis anos.

“A preparação está mil! É uma mistura de emoções. Mesmo com toda essa experiência, o frio na barriga não desaparece. O item virou oficial no ano passado e isso aumenta ainda mais a responsabilidade. As mãos suam só de pensar na arena”, contou.
Rayssa Santos, rainha da Batucada
A beleza e garra da Cunhã-Poranga, Ellen Juliana, também foi destaque no ensaio. Após uma breve amostra das suas coreografias intensas, ela conversou com a reportagem e ressaltou a força coletiva da equipe.

“A nossa preparação começou lá em abril. A equipe é unida, formada por bailarinos e artistas incríveis. Todo ano dá aquele nervosismo, mas é isso que nos impulsiona a dar o nosso melhor na arena”, disse Ellen.
Ellen Juliana, cunhã-poranga
Com 11 anos defendendo o item de Sinhazinha da Fazenda, Vanessa Costa falou sobre o desafio de manter a emoção viva mesmo após tantos festivais. Segundo ela, o nervosismo é sempre o mesmo, e cada apresentação parece ser a primeira.

“As pessoas acham que depois de tantos anos o nervosismo acaba, mas não. Sempre parece a primeira vez. A responsabilidade de agradar jurados e o público é muito grande, então ensaiamos duro. O Festival é sério, merece todo o reconhecimento”, reforçou.
Tradição viva dentro do boi: o miolo
Entre os que literalmente carregam o boi nos ombros, está Neto Abreu, o miolo do Corre Campo. Com humildade e respeito à história da agremiação, ele compartilhou conosco a emoção de viver essa tradição.


“É uma responsabilidade imensa. O boi tem uma história linda e estar aqui dentro dele é uma honra. Aprendo muito com os que vieram antes, como Paulinho, e estou me esforçando para levar essa tradição com dignidade para a arena”, relatou Neto.
Neto Abreu, miolo do Corre-Campo






