Gabriela Brasil – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A nove dias do maior festival de artes integrada da região Norte – “Sou Manaus Passo a Paço”, o diretor-presidente da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Osvaldo Cardoso, garantiu em entrevista ao programa “Vumbora”, da Rádio RIOS FM 95,7, que a preparação do evento “está grandiosa”.
De acordo com o diretor da Manauscult, o acesso ao evento continua o mesmo das edições anteriores. No entanto, foi necessário seguir um “regramento” para não ultrapassar o limite de pessoas estabelecido pelo Plano Nacional de Segurança Pública Portuária. “Há a necessidade de controle de acesso”, diz o diretor.
A declaração do presidente veio em meio à onda de críticas envolta do festival que pela primeira vez, desde sua estreia em 2015, será monetizado. Conforme Osvaldo, o evento já está pronto há mais de um mês, e que a organização segue avançando com o cronograma para garantir a “repaginada” do festival que contará com 311 artistas regionais e terá David Guetta como atração principal.
Conforme o diretor, o cachê pago ao DJ internacional foi feito via patrocinadores, como empresas do Distrito Industrial de Manaus, bancos e drogarias. “Não vai sair R$ 1 real dos cofres públicos”.
“Nós temos já 60% da montagem da área interna do Porto de Manaus, e a cenografia. Houve uma repaginação do evento. Em tempos de crise a gente precisa se reinventar e é isso que a Prefeitura de Manaus tem conduzido e feito. Agora estamos monetizando o evento, que tem patrocinadores nos moldes do carnaval do Rio de Janeiro, carnaval de Salvador e o Festival de Parintins”
Osvaldo Cardoso, diretor-presidente da Manauscult

O “Sou Manaus Passo a Paço 2023” acontecerá nos dias 5, 6 e 7 de setembro. O acesso para áreas gastronômicas e em outros espaços é livre. No entanto, a edição deste ano exige pulseiras para o acesso aos palcos Guardião da Amazônia e Amazona nos dois primeiros dias do evento. Os ingressos são retirados em troca de 1kg de alimento não perecível ou garrafas pet nas unidades do supermercado Nova Era.
“Então, eu tenho uma área dentro do porto que foi ampliada que é a área do palco Malcher. Nela cabiam 40 mil pessoas. Fizemos mudanças na engenharia e hoje cabem 60 mil pessoas. A área do palco da Alfândega cabia 12 mil pessoas. Fizemos algumas mudanças e agora vão caber 20 mil pessoas. A gente precisa seguir o regramento para que a festa seja um sucesso como sempre foi”
Osvaldo Cardoso, diretor-presidente da Manauscult
Troca de pulseiras
Uma das principais críticas da população após as primeiras divulgações sobre informações do evento foi em relação à troca de pulseiras por 30 garrafas pet. Com a repercussão negativa, a organização deu a opção da troca também ser feita por alimentos não perecíveis. Para o diretor, a ideia das garrafas pets foi a “maior jogada de marketing do evento”.
“Na realidade, a Prefeitura de Manaus queria trazer para o olhar da população a questão ambiental. A prefeitura recolhe dos igarapés 28 toneladas de lixo por dia. Então, a jogada é: você pegar 30 garrafas pet, você assiste o David Gueta”, afirmou presidente da Manauscult






