Kataryne Dias – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Meirilany Silva da Silva, de 21 anos, voltou a ser presa preventivamente nesta terça-feira, 28/7, após se apresentar no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), em Manaus. A prisão foi cumprida depois que o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) revogou a decisão que autorizava a investigada, que está grávida, a cumprir a medida em prisão domiciliar, determinando seu retorno ao regime fechado.
Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Meirilany passará por audiência de custódia e, posteriormente, será encaminhada ao Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF).
A investigada havia sido presa em flagrante durante uma operação da Polícia Civil de combate ao tráfico de drogas, realizada na sexta-feira, 24/7, ação que terminou com a morte do investigador Luciano Carvalho de Sena, de 44 anos. Na audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva, mas a Justiça autorizou que ela cumprisse a medida em prisão domiciliar em razão da gravidez.
Prisão domiciliar revogada
Posteriormente, o Tribunal de Justiça do Amazonas revogou a prisão domiciliar concedida à investigada e determinou o restabelecimento da prisão preventiva em unidade prisional. Em cumprimento à decisão, Meirilany se apresentou ao 19º DIP, onde teve o mandado de prisão cumprido.
De acordo com a Polícia Civil, ela é investigada por supostamente atuar na guarda e na logística de distribuição de quase uma tonelada de maconha e mais de 10 quilos de cocaína. As investigações também apontam que Meirilany integraria uma organização criminosa com atuação no tráfico de drogas no Amazonas.
Operação
A investigação teve início durante uma operação do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), realizada no bairro Alvorada, na zona Centro-Oeste de Manaus. A ação terminou em confronto armado que resultou nas mortes do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena e de Rafael Pereira Freitas, apontado pelas autoridades como integrante da organização criminosa investigada.
Durante a operação, os policiais apreenderam quase uma tonelada de drogas, além de armas, munições, coletes balísticos e outros materiais supostamente utilizados pelo tráfico. Conforme a investigação, Meirilany seria responsável pela guarda e pela logística dos entorpecentes apreendidos, além de integrar a estrutura da organização criminosa investigada.






