Keynes Breves – Rios de Notícias
PARINTINS (AM) – Com um início de apresentação empolgante, no espetáculo da segunda noite de Festival, “Resistência: a força da nossa existência”, o Boi-bumbá Caprichoso trouxe a celebração das lutas do boi negro de Parintins e, junto com as gentes amazônicas, a luta por meio da cultura popular, que resistiu aos tempos e chega agora, com 110 anos, com a mesma força e vitalidade.
Uma apresentação grandiosa marcou o segundo dia do boi-bumbá Caprichoso, que encerrou em grande estilo, deixando a galera azulada impressionada.
A primeira alegoria a entrar na arena foi da Lenda Amazônica “Veleiro Cabano de Uaicurapá”. Um dos momentos mais aguardados da noite surpreendeu a galera azul e branca com o navio iluminado e os mistérios que amedrontam. O artista Geremias Pantoja e equipe foram os responsáveis pela Lenda, de onde surgiu a Rainha do Folclore, Cleise Simas.
Na Celebração Indígena, o Levantador de Toadas, Patrick Araújo, conduziu as tribos na trilha indígena, e entoou a canção “Caminhando e Cantando” para o início da evolução das tribos. “Em defesa desse chão” e “Tocaia’ foram as toadas interpretadas por Patrick Araújo.
A Figura Típica Regional trouxe “Os quilombolas da Amazônia”, levando para a arena do Bumbódromo a luta pela demarcação dos direitos e dos quilombos amazônicos, representados pelo Quilombo Urbano de São Benedito. A alegoria, assinada pelos artistas Makoy Cardoso e Ney Meireles, trouxe a Porta-Estandarte, Marcela Marialva.

Com a toada “Viva a Cultura Popular’’, a Exaltação Cultural trouxe o brado dos mestres da cultura popular azulada, gente simples, que com suas mãos, ano a ano, renovam o “mito” popular, como Luiz Gonzaga, Zé Caiá, Santarém e Porrotó. O Boi-bumbá Caprichoso surgiu para sua evolução com a toada Boi de Negro.
A cantora Paula Gomes interpretou “Eu vi mamãe Oxum na cachoeira” para a aparição da Sinhazinha da Fazenda, Valentina Cid.

Momento de muita emoção da noite se deu quando a toada “Hutukara Yanomami”, do compositor Ronaldo Barbosa, foi interpretada pelo Levantador de Toadas, Patrick Araújo, concorrendo ao item Toada, Letra e Música na segunda noite de disputa.
A cunhã-poranga, Marciele Albuquerque, com uma indumentária azul e verde do artista Makoy Cardoso, fez sua aparição trazida por uma ave gigantesca e evoluiu com a toada Cunhã Tribal.
Outro momento marcante da noite foi a interpretação da toada ‘Feito de Pano e Espuma’ pelo Levantador de Toadas, Patrick Araújo, com a participação dos alunos do Liceu de Artes de Parintins interpretando a toada em Libras.
Para encerrar a segunda noite do 56° Festival Folclórico de Parintins, o Ritual Indígena trouxe o ‘Ritual da Iniciação Masculina Munduruku Marupiara’. Da alegoria, do artista Kennedy Prata, surgiu o Pajé Erick Beltrão, que fez sua evolução ao som de Maraka ‘yp.






