Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O professor Jamisson Maia publicou um vídeo nas redes sociais no qual questiona os argumentos utilizados pelo Governo do Amazonas, administrado por Roberto Cidade (União) nas negociações salariais com profissionais da educação. A publicação foi feita nesta segunda-feira, 15/6.
Com base em dados orçamentários e fiscais disponíveis, o educador afirma que o estado teria condições financeiras de avançar na recomposição salarial da categoria e acusa a gestão estadual de omitir informações que demonstrariam essa capacidade.
No vídeo, ele critica a justificativa apresentada pelo governo durante as negociações com os servidores da educação.
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Orçamento de 2026 é citado
Durante a gravação, o professor destaca que a Lei Orçamentária Anual (LOA), aprovada pela Assembleia Legislativa do Amazonas, prevê um orçamento superior a R$ 38 bilhões para 2026.
Segundo ele, o valor representa crescimento em relação aos anos anteriores e indicaria margem para reajustes aos trabalhadores da educação.
“O orçamento de 2026, que foi aprovado na Assembleia Legislativa, passa de 38 bilhões de reais. Isso representa um aumento de mais de 20%”, afirmou.
Para o educador, a justificativa de falta de recursos apresentada pelo governo não estaria alinhada aos dados oficiais.
Arrecadação e margem fiscal
O professor também cita dados de arrecadação dos primeiros meses do ano. Segundo ele, informações disponíveis nos portais oficiais do Governo do Amazonas apontam que a receita líquida estadual somou cerca de R$ 29 bilhões entre janeiro e abril de 2026.
Na avaliação dele, os números indicam que há espaço fiscal para negociação com a categoria. “Até agora, de janeiro a abril de 2026, há uma receita líquida de 29 bilhões de reais”, declarou.
Lei de Responsabilidade Fiscal
Outro ponto levantado pelo professor diz respeito aos gastos com pessoal. Ele afirma que o estado permanece abaixo do limite previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que estabelece tetos para despesas com servidores públicos.
Segundo ele, os dados indicam que ainda haveria margem legal para ampliar investimentos na valorização dos profissionais da educação sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.
“Para despesas com pessoal, apenas 38% desse orçamento foi gasto, abaixo do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 49%”, disse.
O professor defende que o principal entrave não seria financeiro, mas político. “Há margem para negociar com os trabalhadores da educação. Falta respeito, falta política séria e valorização desses profissionais que atuam diariamente nas escolas”, afirmou.
Mobilização da categoria
Desde a eleição indireta que elegeu Roberto Cidade, servidores da educação têm se mobilizado por meio do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom/Sindical), que lidera a cobrança por reajuste salarial e melhores condições de trabalho.
Segundo a entidade, a categoria reivindica reajuste de 13%, além da atualização de benefícios como auxílio-alimentação e adicional de insalubridade.






