Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, neste sábado, 10/10, o envio de 290 profissionais, seis aeronaves e equipamentos para reforçar o combate aos incêndios no Amazonas.
A mobilização foi anunciada pelo próprio presidente em um vídeo publicado nas redes sociais, após contato telefônico com o governador Roberto Cidade (União Brasil).
Segundo Lula, equipes dos ministérios do Meio Ambiente e da Integração e do Desenvolvimento Regional serão deslocadas para o estado ainda neste sábado, para auxiliar nas operações.
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“Eu acabei de telefonar para o governador Roberto Cidade, dizendo para ele que o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Integração vão hoje para o estado do Amazonas para ajudar no combate aos incêndios”, afirmou o presidente.
Lula também explicou o reforço previsto para as operações. “Nós estamos mandando 290 pessoas para ajudar, estamos mandando seis aeronaves e vamos fazer tudo que for necessário para que a gente possa debelar os incêndios de Manaus e fazer o povo viver respirando um ar puro”, declarou.
Fumaça encobre Manaus
Há cerca de um mês, a fumaça toma conta da capital amazonense, prejudica a qualidade do ar e expõe a população aos efeitos das queimadas, sem que o problema tenha sido resolvido.
No mapa do Selva, consultado pela reportagem na manhã deste sábado, o maior registro foi de 166,9 µg/m³ de partículas finas (MP2,5), na região do Coroado, zona Leste. O índice aparece na classificação “péssima”, conforme a escala utilizada pelo sistema.
Mesmo com a persistência da crise e os impactos na qualidade do ar, o anúncio do reforço federal ocorre sem detalhamento sobre a distribuição das equipes, os municípios atendidos e o cronograma das operações.
Lula informou que serão enviados 290 profissionais, seis aeronaves para o combate aos incêndios, mas não especificou quando os recursos estarão efetivamente em operação nem quais áreas terão prioridade.
A poluição provocada pelas queimadas em Manaus e municípios da Região Metropolitana pode agravar problemas respiratórios, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças preexistentes.






