Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Três desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e a juíza Gabriela Hardt, ex-titular da 13ª vara de Curitiba foram afastados do Poder Judiciário, pelo corregedor nacional de Justiça, Luís Felipe Salomão.
De acordo com a investigação feita pela corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a juíza cometeu irregularidades ao homologar um contrato que permitia a criação de uma entidade privada, do terceiro setor, para gerir recursos recuperados pela Lava-Jato.
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De acordo com o Correio Brasiliense, além de Hardt, foram afastados os desembargadores Thompson Flores, Danilo Pereira Júnior e Louraci Flores de Lima. Eles são acusados de desobedecerem ordens do Supremo.
Entre as acusações, teriam decretado a prisão de pessoas em que os processos já tinham sido suspensos em primeira instância pelo STF, de burlar a ordem processual, violar o código da magistratura, prevaricar e violar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
Quem é a juíza federal
Gabriela Hardt atuou como juíza corregedora do Presídio Federal de Catanduva, no Paraná, e foi a responsável por inspecionar as condições de encarceramento e demandas dos detentos.
A juíza atuava na 13ª Vara de Curitiba desde 2009, mas ganhou notoriedade em 2018, quando substituiu Sergio Moro, que deixou a magistratura para ser ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro (PL).
No cargo, em 2019, ela foi responsável pela sentença que condenou Luiz Inácio Lula da Silva a 12 anos e 11 meses de prisão no caso sobre o sítio de Atibaia, no interior de São Paulo. Dois anos depois, a decisão foi anulada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Na ocasião, a defesa do petista criticou a magistrada por elogiar Sergio Moro na sentença. Além disso, ela foi acusada de supostamente plagiar o texto do ex-juiz no caso do triplex no Guarujá, litoral paulista.
Em março de 2023, Gabriela Hardt foi responsável por autorizar a operação que prendeu nove membros do PCC acusados de planejar um atentado contra Sergio Moro e sua família. A decisão ocorreu no momento em que ela substituía Sandra Regina Soares na 9ª Vara Federal de Curitiba.






