Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), elogiou a atuação da Guarda Civil Municipal (GCM) e da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) durante o evento Sou Manaus – Passo a Paço 2025. A declaração foi feita nesta segunda-feira, 8/9, durante entrevista coletiva, após questionamentos sobre a atuação dos agentes de segurança.
Durante o evento, agentes chegaram a utilizar spray de pimenta para dispersar parte do público, o que gerou críticas nas redes sociais. Mesmo assim, o prefeito defendeu a conduta das forças de segurança, destacando o trabalho para garantir a ordem no local.
“Com relação à atuação da polícia, da guarda, foi perfeita a intervenção para evitar um tumulto maior. Imagina essas 5 a 7 mil pessoas, se elas não obedecessem ao comando que foi dado? O problema que seria ocasionado? Então, a atuação tanto da polícia quanto da guarda municipal foi o procedimento correto, adequado para esse tipo de ação”, afirmou.
Leia mais: Tumulto, spray de pimenta e críticas à organização marcam segunda noite do Sou Manaus 2025
Na segunda noite do evento, no sábado, 6, a atitude foi tomada pelas autoridades sob alegação de conter a multidão que tentava acessar os palcos do evento no Centro Histórico. Mesmo com o controle por pulseiras, milhares de pessoas relataram dificuldades na entrada e denunciaram falhas na organização.
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS registrou a confusão no entorno do palco Malcher. Com o empurra-empurra aumentando, policiais reagiram com spray de pimenta para dispersar o público. A cantora Márcia Siqueira, que se apresentava no espaço, também foi atingida e precisou de atendimento médico. Suporte que só foi dado após mais de 40 minutos.
David Almeida atribuiu a dois principais motivos para o excesso de pessoas no local. O primeiro seria a venda ilegal de pulseiras na entrada do evento. O segundo, seria a entrega das pulseiras por parte de pessoas que já haviam adentrado a área do palco, para outras que ainda estavam na área externa, através de uma grade.
“Nós prendemos mais de 50 pessoas vendendo pulseiras. Nós identificamos pelas imagens que, através dos gradis, as pessoas estavam entrando com a pulseira e tiravam a pulseira e davam para outras pessoas. Isso aí foi um número muito grande, aproximadamente mais de 5 mil pessoas. Essas pessoas não se inscreveram”, concluiu Almeida.






