Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Os familiares da jovem Débora da Silva Alves encontraram restos mortais de um bebê, que eles acreditam pertencer ao Arthur Vinícius. Um crânio e outras partes do esqueleto estavam nas imediações do local onde o corpo de Débora foi carbonizado com óleo quente e também outra substância inflamável, segundo a perícia, após ser estrangulada e colocada dentro de um camburão preto, em uma área de mata nas proximidades do Parque Mauá, na estrada da Usina Termoelétrica, no bairro do Mauazinho, na Zona Leste de Manaus.
Grávida de oito meses, os assassinos retiraram o bebê de seu ventre. O menino nunca foi encontrado. O assassino confesso, Gil Romero contou à polícia que havia retirado a criança da barriga da mãe e jogado ao rio Negro, no Careiro.
“A primeira vez que nós viemos foi ontem, – quinta-feira, dia de Finados, quando viemos do cemitério, no final da tarde, logo começou a escurecer não pudemos continuar e tivemos que voltar hoje. Mas ontem encontramos um primeiro pedaço e quando foi constatado que era a cabeça de um bebê, então voltamos hoje e encontramos mais pedaços”, contou Rita, que é tia de Débora.
O crime
No dia 30 de julho deste ano, Débora teria ido ao encontro de Gil Romero, de 41 anos, pai de seu filho, para pegar um dinheiro para completar o enxoval do bebê. No entanto, o homem a atraiu para um local onde ele atuava como segurança e junto a um comparsa, identificado como José Nilson Azevedo da Silva, mais conhecido como ‘Nego’, preso no dia 3 de agosto, mesmo dia em que o corpo de Débora foi localizado. Nego trabalhava em um bar de Romero e era homem de confiança dele.
Na época, Paula, mãe da jovem Débora, clamou desesperadamente pela localização de Gil Romero, para que informasse o paradeiro do bebê que ela acreditava estar vivo. Porém, o homem foi localizado e preso em Curuá, no Pará.
Durante o depoimento à polícia, Gil Romero confessou o crime e disse ter cortado a barriga da jovem com uma faca de pão, em seguida teria colocado a criança em um saco de ráfia com uns restos de construção, dirigido até o porto da Ceasa. Lá, ele teria fretado um barco para atravessa até o Careiro, e no caminho, teria atirado o saco ao rio.
Tal versão nunca convenceu os familiares da jovem.
“Ele contou essa lorota dizendo que o bebê tinha sido jogado no rio pra despistar, mas nós, família, nunca engolimos essa história, E a gente resolveu vir procurar aqui. Se tivesse uma única imagem do Gil Romero passando por lá (porto da Ceasa), teria sido jogado na mídia, porque ninguém nunca pensou que fosse aparecer uma imagem dele lá em Itacoatiara, mas apareceu, dele lá fugindo”, contou a tia de Débora
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Uma equipe do Instituto Médico Legal (IML), fez a remoção da ossada para exames que possam confirmar se são do filho de Débora.







