Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Um homem, de 32 anos, que se passava por líder religioso, foi preso nessa segunda-feira, 18/5, investigado por estupro de vulnerável contra a enteada, uma adolescente de 14 anos. O caso aconteceu no município de Careiro da Várzea, a 25 quilômetros de Manaus.
Segundo informações da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), o caso chegou ao conhecimento das autoridades após a vítima relatar os abusos a um familiar. Na ocasião, a adolescente residia em São Paulo, antes de retornar ao Amazonas. Conforme o relato da jovem, os abusos ocorriam desde a infância.
“A vítima relatou que sofria abusos por parte do seu padrasto desde os 5 anos de idade. Hoje ela tem 14 anos e só teve condição de relatar aquilo que vivenciou durante todo esse tempo quando saiu do estado do Amazonas e foi para São Paulo. Quando esse padrasto fez menção em querer trazê-la de volta ao estado, ela denunciou a uma tia”, detalhou o delegado David Jordão, da 35ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP).
A adolescente informou ainda que era ameaçada pelo suspeito para não revelar os fatos a outras pessoas. Durante as investigações, foram identificadas outras duas vítimas.
Segundo a polícia, o investigado se apresentava como dirigente religioso, ministrava cultos e permitia ser chamado de pastor, embora não ocupasse oficialmente a função. De acordo com as apurações, essa condição contribuía para intimidar as vítimas e dificultar as denúncias.
“Esse autor, ciente de que estava sendo investigado, fugiu da cidade de Careiro da Várzea e veio para Manaus. Ele também se colocava como um dirigente religioso ali numa comunidade no KM-13 da BR-319, para inibir qualquer informação contra a sua dignidade, e assim ele permaneceu com esses crimes às ocultas das autoridades”, explicou o delegado.
O homem chegou a negar os crimes, mas já respondia judicialmente a um processo por aliciamento de outra adolescente, que foi chamada por ele para assistir a filmes pornográficos.
O suspeito teve o mandado de prisão cumprido e ficou à disposição do Poder Judiciário. As investigações que apuram a prática de crimes e outras possíveis vítimas terão continuidade.






