Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Buracos, alagamentos e esgoto a céu aberto são alguns dos problemas enfrentados diariamente pelos moradores da rua Professora Emília Grana (antiga rua A), no conjunto Vale do Sinai, bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus. A situação precária da via tem causado prejuízos materiais e afetado até as atividades religiosas da comunidade.
Uma enorme cratera em frente à Igreja Pentecostal Caravana da Fé obrigou a suspensão dos cultos há meses. “A Águas de Manaus veio, cavou e deixou o buraco. Agora a igreja está isolada. Já teve carro que caiu ali. Com isso, os cultos foram interrompidos. Ficamos ilhados”, contou o comerciante Walter Coelho, de 61 anos.
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Prejuízos e descaso
O caminhoneiro Walderley Alves, de 46 anos, afirma que os custos com manutenção do caminhão têm sido elevados por conta da falta de pavimentação. “A rua está totalmente sem asfalto. Isso dificulta o transporte de carga pesada e compromete qualquer tipo de veículo. Quebra peça, desgasta pneu, estoura amortecedor. O prejuízo é grande, e a Prefeitura não olha pro nosso lado”, denunciou.


De acordo com os moradores, o poder público chega a visitar o local, mas não resolve nada. O autônomo Daniel Prado, de 48 anos, expressa revolta com o que considera promessas vazias.
“Eles vêm aqui, olham, tiram foto, e somem. Nosso país é rico, mas a corrupção não deixa as coisas andarem. Se aproveitam da pobreza do povo. Eu, sinceramente, não voto mais”, desabafou.
“Virou um rio”
Daniel também relata o risco de acidentes durante os períodos de chuva. “O carro de uma mulher caiu aqui e teve que chamar o guincho. Quando chove, alaga tudo. A água leva sapatos, roupas e até ameaça a vida de crianças. Esse bueiro estourado é um perigo constante”, completou.


Para os idosos, o trajeto na rua virou um desafio. Walter Coelho diz que já teme sair de casa.
“Tenho que andar bem devagar para não cair. A cratera está bem na frente da minha casa. Moro aqui há mais de dez anos e nunca vi uma estrutura decente. A Águas de Manaus ainda cavou mais buracos e os vazamentos continuam”, afirmou.
Improviso e apelo
Diante da falta de resposta por parte da Prefeitura de Manaus, os moradores têm improvisado soluções. “Jogamos madeira e entulho nos buracos para conseguir passar”, contou Walter.
“Esse bueiro está entupido, todo quebrado. Quando chove, a água sobe mais de 40 centímetros. O esgoto está estourado, o buraco em frente à igreja é prova disso. Secretário de Obras, dá uma olhadinha aqui”, apelou Alfredo Martins, mestre de obras de 58 anos e um dos moradores mais antigos da rua.


Pedido de resposta
O Portal Rios de Notícias entrou em contato com a Prefeitura de Manaus e com a Águas de Manaus para obter um posicionamento sobre a situação da rua Professora Emília Grana. A concessionária informou que “está relacionado à rede de drenagem de águas pluviais” e que vai acionar o órgão responsável. Já a gestão municipal não se pronunciou. O espaço segue aberto.






