Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O ex-professor de jiu-jitsu Alcenor Alves Soeiro foi condenado a 178 anos e 5 meses de reclusão, além de 3 anos de detenção e pagamento de multa, por crimes de abuso sexual cometidos contra alunos no Amazonas. A decisão foi publicada nesta quinta-feira, 18/6, pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
Alcenor, que está preso desde 2024, teve o direito de recorrer da sentença em liberdade negado. As investigações começaram após três ex-alunos procurarem a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) para denunciar os abusos. Com a prisão do professor, outras vítimas passaram a relatar episódios semelhantes às autoridades.
De acordo com a decisão da 1.ª Vara Especializada em Crimes contra a Dignidade Sexual e Violência Doméstica a Crianças e Adolescentes da Comarca de Manaus, ele se aproveitava da posição de treinador para atrair jovens em situação de vulnerabilidade. Os crimes foram praticados entre 2011 e 2018.
Ele oferecia presentes, organizava viagens ou pernoites na academia e dopava as vítimas com melatonina ou bebidas alcoólicas para cometer os abusos. Na sentença, foi determinado também o pagamento de indenizações por danos morais no valor de R$ 50 mil para a quase totalidade dos ofendidos e de R$ 5 mil para um deles.
Relembre o caso
O treinador de jiu-jitsu Alcenor Alves foi preso durante um torneio esportivo realizado em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina, em cumprimento a um mandado de prisão expedido pela Justiça amazonense por ser suspeito de pedofilia.
Alcenor participava de uma competição como treinador de crianças e adolescentes no momento em que foi detido. De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, o treinador estava se preparando para fugir para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.






