Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Ex-integrantes dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido publicaram um vídeo nas redes sociais em que declaram voto no senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais.
Na gravação, os participantes criticam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e citam corrupção, economia, liberdade de expressão, segurança das mulheres e defesa da vida.
Ana Luísa Faria, que foi sinhazinha da Fazenda do Boi Garantido, declarou voto contrário ao presidente e associou sua decisão a críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao sistema judiciário.
“Fui sinhazinha do Boi Garantido do Festival Folclórico de Parintins e não voto no Lula. A corrupção desenfreada do PT não deixa o nosso país crescer e, por isso, eu tô fora”, afirmou.
Em outro trecho, ela criticou o Judiciário e disse não querer “um sistema judiciário que proteja o governo às custas do povo de bem”.
Jeane Benolieu, que já atuou como sinhazinha da Fazenda, cunhã-poranga e porta-estandarte do Boi Caprichoso, criticou Lula por questões relacionadas à segurança pública e ao custo de vida.
“Eu fui sinhazinha, cunhã-poranga e porta-estandarte do Boi Caprichoso e eu não voto no Lula. Porque ele é o preferido dos presídios. Tem o voto de quem roubou o seu celular e os idosos do INSS”, declarou.
Na sequência, ela criticou os preços dos alimentos e o custo das compras nos supermercados. “Eu tô fora do Lula porque ele prometeu picanha e entregou o supermercado mais caro. E falou: se tiver caro, não compre. E o povão passando necessidade”, afirmou.
Tatiane Barros, que foi porta-estandarte e cunhã-poranga do Boi Garantido, declarou que não votará em Lula por discordar da maneira como, na avaliação dela, o governo trata as diferenças sociais.
“Ele e seu partido dividiram as pessoas. Todos deveriam ser iguais, mas agora é uma grande confusão. É preto contra branco, homossexual contra hétero, mulher contra homem e por aí vai”, disse.
Waldir Santana, que atuou durante 30 anos como pajé do Boi Caprichoso, criticou o uso da Lei Rouanet por artistas consagrados e defendeu que o mecanismo fortaleça os festivais.
“A Lei Rouanet está sendo usada como cabo eleitoral por artistas já consagrados, onde, na verdade, deveria fortalecer os nossos festivais e manifestações culturais”, declarou.
O ex-Pajé também falou sobre sua orientação sexual ao explicar sua posição política. “Tô fora do Lula por eu ser gay e quero ser reconhecido pelo que eu construo e não pelas minhas intimidades”, afirmou.
Raissa Barros, que foi porta-estandarte do Boi Garantido, declarou que sua decisão de não votar em Lula está ligada à liberdade de expressão.“A minha liberdade de expressão é a base da democracia e hoje ela está em jogo. Por isso, eu tô fora”, disse.
Karyne Medeiros, ex-sinhazinha da Fazenda e porta-estandarte do Boi Caprichoso, citou a defesa da vida desde a concepção e a proteção das crianças. “Defendo a vida desde a concepção e a proteção das nossas crianças. Por isso, eu tô fora”, declarou.






