Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O descaso com obras paralisadas e a falta de assistência é uma das denúncias de moradores do bairro Petrópolis, na zona Sul, após um deslizamento de terra ocorrido nesta sexta-feira, 24/1, com as fortes chuvas que atingiram a capital amazonense.
Um dos moradores, cuja a casa está à beira de um barranco cedendo, denunciou a situação e explicou que entrou em contato diretamente com o atual vice-prefeito Renato Júnior (Avante), que respondia às demandas, mas não realizou nenhuma medida.
“Bom, nós estamos com essa obra aqui parada, desde 2023, entendeu? Conversei várias vezes, tenho aqui as provas, mandei mensagem para o Renato Junior, secretário de obras [atual vice-prefeito de Manaus]. Ele pediu localização, pediu tudo, dizendo que ia vir desde 2023, e tá aí a obra parada“, afirmou Maurício, que é morador da área há 15 anos.
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Ele relatou que, antes do deslizamento, já havia alertado sobre os riscos e solicitado que uma equipe fosse ao local. “Eu pedindo dele para que a equipe viesse aqui porque a obra estava parada, antes de acontecer a tragédia no ano passado. Desabou ano passado, nos tiraram de casa, deram o auxílio-aluguel. Mas quem é que quer ficar nisso daí? Eu quero ficar na minha casa“, salientou o morador.
Segundo ele, o auxílio-aluguel oferecido pela prefeitura não resolve a situação a longo prazo. “É só um ano e meio, depois acabou isso, já era. E aí eu vou perder minha casa? Vou morar lá na prefeitura? É isso que eu quero saber.”
“Teve esse ano todinho que passou, de 2024, que parou as chuvas, e não veio nenhuma equipe da prefeitura aqui, ninguém. Nós que íamos atrás. Quando vinha uma equipe da defesa civil: ‘a gente não pode fazer porque tem que estar a Seminf.’ Quando vinha a Seminf: ‘a gente não pode fazer porque tem que estar a defesa civil, Seminf, Semusp, todos os órgãos juntos.’ E eles nunca combinam para vir.”, acrescentou.
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a Secretaria Municipal de Infraestrutura de Manaus (Seminf) para ter mais esclarecimentos sobre as medidas emergenciais para garantir a segurança das famílias afetadas nesse deslizamento. Até o momento não houve retorno. O espaço permanece aberto.






