Redação Rios
MANAUS (AM) – A disputa pelo Governo do Amazonas começa a colocar em confronto dois modelos de candidatura: nomes com mandato, alianças consolidadas e estrutura política, contra uma candidatura que aposta na renovação.
A professora e empresária Maria do Carmo, do Partido Liberal (PL), representa o perfil outsider da disputa. Vinda da iniciativa privada e sem trajetória em cargos eletivos, ela tenta transformar a ausência de vínculos com grupos tradicionais em uma vantagem eleitoral, defendendo uma nova forma de gestão.

Para o especialista em política Diogo da Luz, que analisou o cenário no Jornal da Rios, da Rádio Rios FM 95,7, a participação de Maria do Carmo mudou a dinâmica da disputa e passou a chamar atenção dos adversários.
“Ninguém bate em cachorro morto. Quando vejo concorrentes dizendo que Maria do Carmo poderia desistir, me convenço de que eles percebem que há uma adversária difícil de enfrentar”, afirmou.
Leia também: PL marca convenção e oficializa Maria do Carmo ao Governo e Alberto Neto ao Senado
Na outra ponta estão candidatos como o governador Roberto Cidade (União), pré-candidato à reeleição, que parte com a vantagem de ocupar o Executivo estadual e ter a estrutura da administração pública.

O senador Omar Aziz (PSD) também aparece como um nome com trajetória política construída no Executivo e no Legislativo e articulação em Brasília. Já o ex-prefeito de Manaus David Almeida (Avante) aposta na experiência administrativa na capital e na proximidade com o atual prefeito Renato Junior (Avante), seu aliado de primeira hora.

Segundo Diogo da Luz, a eleição também será marcada pela disputa das estruturas de poder. “Há uma disputa para ver quem vai usar mais a máquina do Estado. Roberto Cidade tem a estrutura por ser atual governador, enquanto Omar Aziz tem influência política e articulação junto ao governo federal”, avaliou.
Para o especialista, parte do eleitorado amazonense demonstra desejo de mudança. “Me parece cada vez mais que o eleitor do Amazonas está dizendo: cansamos dos mesmos, queremos mudança”, declarou.
Apesar da diferença de estrutura entre os candidatos, Diogo afirma que o eleitor está mais atento aos resultados das administrações e às propostas apresentadas. “Ele percebe se a cidade melhorou, se os problemas foram resolvidos e se os serviços funcionam”, disse.
A eleição no Amazonas deve ser marcada pelo embate entre experiência política e renovação. De um lado, a força das alianças e das estruturas já construídas; de outro, a tentativa de abrir espaço para um novo nome na disputa.






