Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Moradores denunciaram, por meio das redes sociais do ativista ambiental Matheus Garcia, a paralisação das obras de pavimentação da estrada que liga os municípios de Anori, Codajás e Anamã, no interior do Amazonas. O vídeo foi publicado nesta quarta-feira, 18/2.
Nas imagens, é possível ver a via tomada pela lama, situação que se agrava no período chuvoso e dificulta o tráfego de moradores, além de comprometer o escoamento da produção agrícola.
A obra, que tinha previsão de entrega para o dia 6 de janeiro, segue inacabada. Segundo os relatos, o trecho permanece sem pavimentação e em condições precárias de trafegabilidade.
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Denúncias
No vídeo, um morador afirma que a estrada deveria estar concluída e relata os transtornos enfrentados por quem depende do ramal. “Cadê essa estrada?”, questiona.
Um agricultor que também aparece nas imagens afirma que precisou caminhar mais de 10 quilômetros por falta de transporte. “A pé, porque não tem transporte. Só tem lama, não existe estrada”, relata.
Ele acrescenta que o escoamento de produtos como açaí, banana e mandioca está comprometido, afetando diretamente a economia local. “Tem que alugar trator para conseguir passar o açaí”, afirma.
Matheus Garcia reforça, no vídeo, que a cobrança dos moradores não tem viés político, mas prático, já que se trata de uma dificuldade enfrentada diariamente pela população da região. “Cadê a obra? Cadê o asfalto? Cadê a estrada?”, questiona.
Obra


De acordo com informações divulgadas, o contrato nº 008/2023 foi firmado em julho de 2023 com a Construtora Pomar, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra). O prazo de vigência previsto era de 660 dias.
Na placa da obra, cuja imagem circula nas redes sociais, consta como data de início o dia 21 de julho de 2023. No entanto, moradores afirmam que, até o momento, a única intervenção realizada foi a instalação da própria placa informativa.
A construtora já foi alvo de investigações do Ministério Público Federal (MPF) e do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), em 2024, relacionadas a um contrato firmado sem licitação com a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf). À época, as apurações apontavam possíveis irregularidades na extração de areia e impactos ambientais.
Sem resposta
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS entrou em contato com a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) para obter esclarecimentos sobre a continuidade da obra, mas não recebeu retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação do órgão citado.






