Conceição Melquiades – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Após coletiva realizada nesta sexta-feira, 13/10, para falar sobre os altos índices de incêndio no Amazonas, as falas da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, foram duramente criticadas nas redes sociais.
“Lamentável a atuação dessa pessoa à frente de tão importante ministério. Essa senhora é uma mentira ambulante”, disse um internauta que segue o Portal RIOS DE NOTÍCIAS.
Outro usuário publicou: “Convidamos a ministra a vir ao município de Autazes confirmar esse discurso dela. Discurso mentiroso, desvalorizando as perdas de áreas verdes registradas”, escreveu outro seguidor.


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No programa RIOS 360, da Rádio RIOS FM 95,7, o doutor em Ecologia Conservação e Manejo de Vida Silvestre e professor da Faculdade de Ciências Agrarias da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Rogério Fonseca, destacou que a fala da ministra Marina Silva em pontuar a desestruturação de políticas ambientais do governo passado como responsáveis pelo atual cenário de altos níveis de queimadas no Amazonas é uma tentativa de “transferir aquilo que é de total competência do que ela tem que fazer”.
“Então, quando a ministra tenta ‘colocar uma situação de culpabilidade em terceiros’ e, especialmente, no povo, é transferir aquilo que é total competência do que tem que se fazer. Então, a gente sabe, mesmo sendo um ministério nanico, mas não vamos passar para ninguém. Estes recursos relacionados à desastres estão aprovisionados desde janeiro de 2023 e, inclusive em questões relacionadas ao desmatamento”
Rogério Fonseca, doutor em Ecologia Conservação e Manejo de Vida Silvestre
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O especialista critica a forma como o recurso para o âmbito ambiental é feito no Brasil. Para ele, é necessário fazer o reordernamento dos recursos de Brasília para os Estados, como forma de combater as queimadas no Amazonas. Ele também chamou a atenção para o fato de que não há centralização de um órgão responsável pelas políticas ambientais no aspecto federal no país.
“Se você pegar como o Estado Brasileiro é organizado, o que é organizado é o crime. O Estado é completamente desorganizado. Desde 2007, nós temos duas agências ambientais federais, o Instituto Chico Mendes e o Ibama, este cachorro chamado meio ambiente tem dois donos. O que acontece com o cachorro que tem dois donos? Morre de fome”, frisou Rogério Fonseca, lembrando que nesta época a própria Marina estava à frente da pasta ambiental no governo federal
Em relação às queimadas no Amazonas, o doutor em Ecologia Conservação e Manejo de Vida Silvestre destacou que elas têm relação direta com os desmatamentos no Amazonas.
“As pessoas iniciam o processo de corte seletivo, inicialmente, tirando a madeira de maior valor, e comercializando de forma criminosa. Posteriormente fazem o corte raso, e para preparar esta terra que vai ser grilada e comercializada, eles têm que fazer limpeza total da área por meio de fogo”, pontuou Fonseca






