Kataryne Dias – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Em meio às eleições indiretas no Amazonas, professores, pedagogos e profissionais da saúde realizaram um protesto em frente à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta segunda-feira, 4/5, para cobrar reajuste salarial e melhores condições de trabalho.
Em entrevista ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, o presidente do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom/Sindical), Lambert Melo, afirmou que a categoria busca novamente a abertura de uma mesa de negociação com o atual governador Roberto Cidade (União Brasil).
Segundo ele, houve tentativa de diálogo com o ex-governador Wilson Lima (União Brasil), mas não houve avanços nas negociações. O sindicalista também criticou a condução do governo anterior.
“Com esse protesto, queremos mostrar à população como estamos sendo tratados pelo governo do estado. Não apenas pelo ex-governador Wilson Lima, mas também pelo atual governador interino, Roberto Cidade, que acabou de assumir como governador tampão”, declarou Lambert Melo.

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Impactos da desvalorização
O sindicalista afirmou que a data-base da categoria está defasada há cerca de dois anos, sem reposição inflacionária, e que o reajuste deste ano, previsto para março, também não foi pago. Segundo ele, o movimento ocorre de forma unificada com profissionais da saúde e da segurança pública.
“Nós queremos apresentar nossa pauta de reivindicação e negociar nossa data-base, que está atrasada há dois anos, período em que não houve o pagamento correto da inflação. Além disso, a data-base deste ano venceu em março e ainda não foi paga”, disse.
Lambert também destacou que a desvalorização salarial impacta diretamente a qualidade de vida dos profissionais da educação e o desempenho dos alunos, defendendo maior investimento no setor.

Salários atrasados e indignação
O representante de movimento social Denison Vilar também participou do protesto e afirmou que a principal reivindicação é a atuação do poder público diante de problemas acumulados, especialmente na área da saúde.
Segundo ele, há trabalhadores com salários atrasados há cerca de oito anos, além da ausência de data-base, plano de carreira e realização de concursos públicos.
“É um absurdo a gente ter trabalhadores há oito anos com salários atrasados. Temos médicos há nove meses sem receber, além de vigilantes, profissionais de serviços gerais e maqueiros que passaram 12 meses trabalhando em uma empresa que não pagou”, afirmou.

Denison também relatou casos de profissionais sem recebimento há meses e criticou a precarização dos vínculos de trabalho.
Resposta
A reportagem entrou em contato com o Governo do Amazonas para solicitar posicionamento sobre as reivindicações das categorias e os relatos de atrasos salariais, além da possível abertura de negociação, e aguarda retorno oficial.






