Redação Rios
BRASÍLIA (DF) – A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi rejeitada pelo Senado nesta quarta-feira, 29/4, em um resultado considerado histórico.
Escolhido para ocupar a vaga aberta após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025, Messias precisava de pelo menos 41 votos favoráveis para ser aprovado. No entanto, recebeu apenas 34, enquanto 42 senadores votaram contra. A decisão foi tomada em votação secreta, após a sabatina.
A derrota marca a primeira vez que um indicado de um presidente da República não consegue aval do Senado para assumir uma cadeira no STF, evidenciando o peso político do processo de indicação.
Nos bastidores, a disputa foi marcada por forte articulação. O governo trabalhava com cerca de 25 votos garantidos, enquanto ao menos 35 parlamentares já se posicionavam contra o nome. Outros 21 estavam indecisos e foram decisivos para o resultado final.
A escolha de Messias também gerou desgaste na relação entre o Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que defendia o nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga.
Apesar de ter sido anunciado meses antes, o nome só foi enviado oficialmente ao Senado no início de abril, em uma tentativa de encontrar um cenário mais favorável. Ainda assim, a oposição se mobilizou para barrar a indicação e impor uma derrota ao governo em meio ao cenário pré-eleitoral.






