Letícia Rolim – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Conhecido mundialmente pela produção e paixão pelo café, 24 de maio é celebrado como o Dia Nacional do Café no Brasil. Essa data comemorativa foi escolhida para resgatar a origem e homenagear a bebida que conquistou o coração dos brasileiros e se tornou um símbolo cultural e econômico do país.
A data foi instituída pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) em 2005, com objetivo de valorizar e homenagear essa bebida que é amada e apreciada por muitos brasileiros e pessoas ao redor do mundo.
O dia não celebra apenas a bebida em si, mas também a cultura que a envolve. É uma oportunidade de explorar e conhecer diferentes sabores, aromas e características dos grãos de café.
O café tem uma longa e rica história no Brasil. A cultura cafeeira floresceu e se expandiu. Atualmente, o Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo, com regiões renomadas e conhecidas pela qualidade e variedade de seus grãos.
Paixão pelo café
Toda manhã, enquanto a maioria das pessoas está lutando contra o sono, há aqueles que já estão imersos em uma xícara fumegante de energia: o café. A bebida que desperta paixões e inicia o dia de muitas pessoas, assim como o da Laura Kézia, uma verdadeira amante do café.

Entre as diversas opções, Laura revela que seu favorito é o tradicional café coado sem açúcar. Com entusiasmo, ela declara “Eu amo de verdade! Primeiramente, o aroma do café é um convite irresistível. Só pelo cheiro, já é possível sentir como está o café. Depois, vem o sabor: nem tão forte, nem tão fraco. É como se fosse o café na sua essência. Quanto menos ‘processado’ o café, mais gostoso ele é. É suave, mas ao mesmo tempo marcante”.
Para ela, o café é uma experiência sensorial que proporciona prazer e momentos de conexão. No Dia Nacional do Café, Laura e sua família aproveitam a oportunidade para expressar seu amor e gratidão por essa bebida tão especial.
Entre as variedades que Laura aprecia, ela destaca o café latte sem açúcar como uma verdadeira delícia. “É cremoso e, apesar de ter leite, o leite não rouba o sabor do café. É uma combinação perfeita que traz uma experiência deliciosa para o paladar”, compartilha Laura.
Cultura e Tradição
Desde os tempos coloniais, quando as primeiras mudas de café foram trazidas ao país, o café se tornou uma cultura de extrema importância para a economia e o desenvolvimento do Brasil.
Regiões como Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Bahia são conhecidas pela qualidade e variedade de cafés que produzem, e suas fazendas cafeeiras são destinos turísticos populares, onde os visitantes podem aprender sobre o processo de cultivo, colheita e beneficiamento dos grãos.
O representante comercial da empresa 3 corações e que trabalha há 10 anos na indústria do café, Victor Capobiango acredita que não há dúvidas de que o café movimenta a cultura. “Nós vemos o mercado cafeeiro movimentando o turismo principalmente na região da Bahia e de Minas, onde tem várias rotas do café. Os passeios já são comprados com agências, com pacotes para visitar fazendas, visitar a parte de torrefação e de colheita”, disse Victor.
Capobiango lembra ainda da relação do café com a arte. “Nós vemos o café influenciando artistas, como Portinari que teve 160 obras inspiradas no café, então não tem como discutir que não houve impacto cultural do café no Brasil”, ressaltou o representante comercial.
Candido Portinari, foi um famoso pintor brasileiro que se inspirou e retratou aspectos da cafeicultura brasileira do século passado. São pinturas que retratam a colheita, a secagem e o transporte.
Impacto Econômico e Social
Além do aspecto cultural, o café desempenha um papel fundamental na economia brasileira. A cadeia produtiva do café gera empregos e movimenta o comércio interno e externo, contribuindo para o crescimento e desenvolvimento de muitas regiões do país. Produtores, cooperativas e empresas do setor trabalham juntos para impulsionar a qualidade do café brasileiro e promover sua presença no mercado global.
Victor ressalta a importância da indústria na economia. “É indiscutível, é uma ‘commodities’. A gente teve a queda do preço do café antigamente, para você ver a importância do café, a gente teve que se desfazer de vários hectares da plantação do Brasil para poder subir o preço, para ficar competitivo no mundo inteiro”.






