Caio Silva – Rios de Notícias
BRASÍLIA (DF) – Em uma virada política significativa, o senador Omar Aziz (PSD-AM) foi derrotado na eleição para a presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O oposicionista Carlos Viana (Podemos-MG) superou Aziz com 17 votos contra 14, em uma disputa que reflete a crescente resistência ao governo dentro do Congresso.
A vitória de Viana foi celebrada com entusiasmo pelos parlamentares da oposição. Ao ouvir o resultado, os opositores não hesitaram em entoar gritos contra o PT, criticando a gestão do governo federal. Com a eleição, Carlos Viana assumiu a presidência da CPMI, nomeando o deputado bolsonarista Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) como relator da comissão.
A pré-candidata ao governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo Seffair (PL), afirmou que Lula, Aziz e a base aliada do governo terão que “amargar” a derrota no Senado, sinalizando a perda de força política tanto do senador quanto do presidente. “Quem vai presidir a CPMI do INSS é um parlamentar da oposição”, declarou Seffair.
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O deputado federal Maurício Marcon (Podemos) comemorou a derrubada da indicação de Davi Alcolumbre para a presidência da CPMI e afirmou: “A roubalheira do PT está acabando”.
Para o deputado Marcel Van Hatten (NOVO), a derrota de Omar Aziz representa uma vitória significativa para a oposição e, com Carlos Viana no comando, a comissão poderá investigar e punir com mais rigor as irregularidades no INSS. “A roubalheira do PT está acabando”, reiterou Van Hatten.
Rejeição da indicação de Aziz
Apesar da indicação de Davi Alcolumbre (União Brasil) para presidir a CPMI por meio de um acordo político, a oposição rejeitou a escolha de Omar Aziz e optou por um candidato alternativo. A vitória de Viana foi, portanto, uma afirmação do poder da oposição e uma clara sinalização de que a base governista perdeu influência na comissão.
Agora, com a presidência de Carlos Viana e a relatoria de Alfredo Gaspar, a CPMI do INSS promete uma apuração mais rigorosa e independente das fraudes e irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afastando qualquer possibilidade de favorecimento político da base aliada ao governo federal.






