Redação Rios
MANAUS (AM) – A Defensoria Pública do Amazonas (DPAM) acompanhou, neste sábado, 3/10, e domingo, 4, os procedimentos de auditoria das urnas eletrônicas que serão utilizadas nas Eleições 2026. A instituição também participou do sorteio dos equipamentos que foram selecionados para passar pelos testes de segurança e integridade.
Esta foi a primeira vez que a DPAM foi convidada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) para integrar o grupo de entidades fiscalizadoras do processo eleitoral.
Durante a cerimônia de escolha das urnas, realizada no sábado, a 2ª subdefensora pública, Sarah Lobo, representou a instituição. O evento foi presidido pela desembargadora Carla Reis e contou com a condução do juiz Marcelo Vieira, presidente da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE).
Na ocasião, Sarah Lobo participou diretamente do sorteio que definiu uma das seções eleitorais cujos equipamentos seriam submetidos à auditoria durante o domingo de votação.
Defensoria destaca importância da fiscalização
Para a representante da DPAM, a participação da instituição nos procedimentos está relacionada à defesa da democracia e à proteção dos direitos da população.
“A Defensoria Pública é um instrumento do regime democrático e, por isso, é importante participar da conferência e dos testes de integridade das urnas. O processo eleitoral define os governantes que vão representar legitimamente os interesses da população, especialmente das pessoas em situação de vulnerabilidade”, afirmou Sarah Lobo.
23 urnas passaram por testes
Ao todo, 23 urnas eletrônicas foram selecionadas para os procedimentos de auditoria realizados no Amazonas.
Do total, 18 equipamentos foram submetidos ao Teste de Integridade sem Biometria, realizado em ambiente controlado. Outras duas urnas participaram do Teste de Integridade com Biometria, enquanto três passaram pelo Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais.
Os procedimentos têm como finalidade verificar o funcionamento dos equipamentos e conferir se os votos registrados durante as simulações correspondem aos resultados apresentados pelas urnas.
Como funciona a auditoria
O Teste de Integridade é realizado desde 2002 com acompanhamento de entidades fiscalizadoras, partidos políticos e representantes da sociedade. Segundo as informações divulgadas pela Justiça Eleitoral, o procedimento nunca apresentou indícios de irregularidades.
Durante a auditoria, são utilizados votos previamente registrados para simular uma votação. Ao final, os resultados são comparados com os registros produzidos pela urna eletrônica, permitindo verificar se existe correspondência entre os votos inseridos e a totalização apresentada pelo equipamento.
Os procedimentos são regulamentados pelas Resoluções nº 23.673/2021 e nº 23.758/2026, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A participação da Defensoria Pública nos trabalhos amplia o acompanhamento institucional das etapas de fiscalização das urnas no Amazonas durante o processo eleitoral de 2026.
*Com informações da Assessoria






