Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Partido dos Trabalhadores (PT) em Manaus começou a desenhar suas alianças políticas estratégicas para as eleições de 2026.
Em reunião realizada pela direção partidária, no último sábado, 16/5, a sigla encaminhou o apoio à pré-candidatura do senador Omar Aziz (PSD) ao Governo do Estado e confirmou o nome do ex-deputado Marcelo Ramos (PT) como o indicado da federação para disputar a vaga ao Senado Federal.
Apesar de consolidar esses dois caminhos no cenário local, as discussões partidárias expõem a ausência de um consenso imediato, em nível regional, sobre o apoio à reeleição do senador Eduardo Braga (MDB).
Historicamente, um dos principais interlocutores do presidente Lula (PT) no Amazonas, o nome de Braga acabou ficando fora dos apoios principais neste primeiro momento.
A indefinição sobre o Eduardo Braga
O presidente do diretório municipal do PT em Manaus, vereador Zé Ricardo, explicou que a situação não significa um veto ou descarte do parlamentar do MDB.
Segundo o dirigente, a conferência realizada no estado funcionou como uma espécie de indicação, mas as grandes decisões de alianças majoritárias dependem diretamente da validação das instâncias nacionais em Brasília.
Zé Ricardo esclareceu que a prioridade imediata da militância e dos dirigentes locais neste momento está concentrada em fortalecer o projeto de candidatura própria para o Senado com Marcelo Ramos.
A palavra final vem de Brasília
O vereador apontou ainda que o debate sobre o espaço de Eduardo Braga na chapa deve ser oficializada nos próximos dias, impulsionado pela agenda oficial do presidente na capital amazonense.
“O nome do senador Eduardo Braga não foi posto em debate, mas com a visita do presidente Lula, que vai fazer uma grande reunião política, deve ser colocado em pauta”, afirmou Zé Ricardo.
A expectativa de bastidores é que a situação seja resolvida durante a visita do presidente Lula ao Amazonas, programada para a próxima semana.
Na ocasião, uma grande reunião política com lideranças nacionais e locais deve ser realizada para chancelar os acordos e selar as costuras de apoio entre os partidos da base aliada, definindo a configuração final da chapa majoritária no estado.






