Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A articulação nacional para unir Cidadania e Republicanos em uma federação pode embaralhar o jogo para deputado federal no Amazonas, e colocar no mesmo palanque Amom Mandel, Adail Filho e Silas Câmara.
Nos bastidores, a avaliação é pragmática: a federação ajudaria a fortalecer a chapa e alcançando o quociente eleitoral, favorecendo principalmente a reeleição de Amom e Silas.
Já Adail Filho é visto como o elo mais vulnerável do grupo. Em 2022, foi um dos menos votados entre os eleitos e, mesmo com a federação, a leitura interna é que dificilmente a nova composição faria três deputados federais no Estado.
Se confirmada a federação. A saída de Adail já é esperada.
Sobrevivência política
A junção pode representar uma sobrevida para nomes que hoje enfrentam um cenário mais ameaçador.
Amom Mandel foi o mais votado do Amazonas em 2022, com 288,5 mil votos, mas aliados admitem que repetir esse desempenho não é tarefa simples. Sem uma chapa robusta, a reeleição fica mais arriscada.
Silas Câmara, que somou cerca de 125 mil votos, vive dilema semelhante. A avaliação é que o Republicanos, isoladamente, teria dificuldade para montar uma chapa suficientemente forte para garantir cadeiras.
A federação, portanto, surge como a solução mais prática para garantir a reeleição dos deputados.
Movimento nacional
O cenário passa por Brasília. O Cidadania, que vem de federação com o PSDB, mudou de direção. Saiu Comte Bittencourt e assumiu como presidente Roberto Freire, ex-senador e ex-ministro da Cultura no governo Michel Temer.
A nova direção tenta aproximar o partido de setores mais à direita, especialmente em São Paulo, onde o protagonismo é do governador Tarcísio de Freitas. O objetivo é participar do governo paulista e ampliar a bancada federal ganhando musculatura nacional.
Do outro lado, o Republicanos mantém influência relevante na Câmara, hoje presidida por Hugo Motta.
A movimentação também funciona como antídoto a uma possível federação do Cidadania com o PSB, legenda ligada ao vice-presidente Geraldo Alckmin e no Amazonas ao deputado estadual Serafim Corrêa.






