Fábio Leite – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), falou pela primeira vez sobre o empréstimo de R$ 600 milhões recusado pela Câmara Municipal de Manaus (CMM). Durante inauguração na quinta-feira, 9/11, Almeida responsabilizou os vereadores por possível falta de recurso: “outros interesses foram atendidos, não o da população”.
Na última quarta-feira, 8/11, a Câmara Municipal de Manaus negou o empréstimo de R$ 600 milhões solicitado pela Prefeitura de Manaus com o Banco do Brasil, de acordo com o município os recursos seriam destinados para obras de infraestrutura.
A votação em que o prefeito sofreu um revés político, teve como resultado 20 votos contra o empréstimo bancário e 19 a favor, 39 dos 41 vereadores votaram.
Após o veto na CMM, David Almeida colocou na conta dos vereadores caso Manaus não tenha recursos para lidar com possíveis tragédias naturais: “E quando chover o que eu vou falar? Quando tiver acontecendo tudo isso. Aí a gente pode imaginar o que pode acontecer”.
Almeida afirmou que irá reenviar a proposta de empréstimo novamente à CMM para adquirir o empréstimo de R$ 600 milhões. “Espero que os vereadores que votaram contra revejam sua posição, nós vamos reapresentar a matéria”.
Conflito
Horas antes das declarações de David Almeida, o presidente da CMM, o vereador Caio André (Podemos) acompanhado de outros parlamentares, convocou coletiva para falar sobre o bloqueio de R$ 4,2 milhões no Sistema de Administração Financeira Integrada Municipal (AFIM), que é gerido pela Prefeitura de Manaus.
Vereadores entenderam como retaliação após o veto de R$ 600 milhões pela Casa Legislativa e “invasão de competência” da Prefeitura de Manaus devido ao bloqueio de recursos da CMM. A prefeitura informou em nota que o bloqueio foi necessário porque o repasse excedeu os valores previsto pela lei federal.
Pintura Suspensa
Outra decisão contrária à Prefeitura de Manaus foi a suspensão do pregão para a contratação de serviços de pintura após decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM). A medida foi atendida pelo conselheiro Mário de Mello após pedido de medida cautelar do vereador William “Alemão”, o parlamentar também votou contra o empréstimo de R$ 600 milhões.






