Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A morte do escritor e cronista Luis Fernando Verissimo, neste sábado, 30/8, aos 88 anos, em Porto Alegre, onde estava internado no Hospital Moinhos de Vento, gerou grande comoção no meio literário brasileiro – especialmente entre escritores do Amazonas.
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS ouviu autores do estado sobre o impacto da perda de um dos nomes mais importantes da literatura nacional.
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A presidente da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB), coordenadoria Amazonas, Silvia Grijó Cavalcante, destacou a simplicidade genial que marcou a trajetória do autor gaúcho.
“O Brasil perde um dos maiores cronistas e humoristas do país. Sua escrita, marcada pela inteligência e ironia, fazia da simplicidade sua maior genialidade. A morte de Verissimo não é apenas o fim de uma carreira, mas o silêncio de uma voz única, capaz de traduzir o indizível com leveza. Sua obra, no entanto, continuará a provocar, consolar e fazer rir, perpetuando seu legado”, afirmou Silvia.

Já a escritora e ativista trans Márcia Antonelli ressaltou a força da crônica no Brasil e lamentou profundamente a partida de Verissimo.
“A crônica, em seu sentido visceral, nasce no Brasil e ganha o mundo. E isso se percebe ao entrar em contato com autores do porte de Luis Fernando Verissimo. Sua irreverência, elegância e crítica afiada marcaram uma geração. Perdê-lo é triste, mas seu legado permanece vivo – especialmente para nós, cronistas, que devemos valorizar e ler mais nomes nacionais, como Verissimo, Ruy Castro e Nelson Rodrigues”, comentou.
O escritor e tradutor Maurício Colares também destacou a relevância e a permanência da obra de Verissimo.
“Luis Fernando Verissimo era um autor popular e vai continuar a ser lido. Ele esteve ativo por décadas, com uma contribuição vasta e consistente. Sua escrita, acima de tudo, transmite a humanidade de um cidadão crítico e sensível. Mordaz, poética e bem-humorada, sua obra retratou a alma brasileira com todas as suas contradições e sutilezas. Seja nas crônicas, nas tiras de quadrinhos ou nos romances, Verissimo sempre nos ofereceu um olhar – simples, mas profundo – que permanece ecoando na memória”, declarou.
Nota da ABL
A Academia Brasileira de Letras (ABL) divulgou nota de pesar pela morte do escritor. “A Academia Brasileira de Letras expressa sua solidariedade à esposa, Lúcia, aos filhos, Fernanda, Mariana e Pedro, aos netos, amigos e leitores. Verissimo nos ensinou a imaginar uma vida mais leve”, destacou a entidade.






