Paulo Vitor Castro – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 reforçou uma estatística que acompanha a equipe há mais de duas décadas. Com a derrota por 2 a 1, o Brasil chegou à sexta eliminação consecutiva para uma seleção europeia em confrontos de mata-mata do Mundial.
O último triunfo brasileiro sobre um adversário da Europa em fases eliminatórias aconteceu na campanha do pentacampeonato, em 2002. Na ocasião, a equipe comandada por Luiz Felipe Scolari, o Felipão, superou Bélgica, Inglaterra e Alemanha para conquistar o quinto título mundial.
Desde então, a Seleção não voltou a vencer um europeu em jogos decisivos de Copa do Mundo. Em 2006, caiu diante da França. Quatro anos depois, foi eliminada pela Holanda. Em 2014, sofreu a histórica derrota por 7 a 1 para a Alemanha. Na copa de 2018, perdeu para a Bélgica. Em 2022, caiu para a Croácia nos pênaltis e agora, em 2026, a Noruega ampliou a sequência.

Outro aspecto que chama atenção é o perfil dos adversários nas eliminações mais recentes. Depois de enfrentar tradicionais potências como França e Alemanha, o Brasil foi superado por seleções que, embora competitivas e com campanhas expressivas nos últimos anos, não possuem o mesmo histórico das maiores campeãs do continente.

Queda precoce
Para o comentarista do programa Esporte Rios, da Rádio Rios FM 95,7, Normando Lopes, o Brasil desperdiçou oportunidades e apresentou falhas que acabaram sendo determinantes para a eliminação.
“O Brasil não soube aproveitar as oportunidades. A gente viu uma marcação muito apática, em um jogo muito tranquilo para a Noruega. Também houve escolhas equivocadas. Bruno Guimarães é um grande jogador, foi o maior garçom do Brasil na Copa, mas quem deveria ter batido o pênalti era o Vinícius Jr”, afirmou.
Já o comentarista Roger Matos classificou a queda como a mais frustrante entre as três últimas eliminações da Seleção em Copas do Mundo.
“Das últimas três eliminações, talvez essa tenha sido a mais decepcionante. O Brasil fez um jogo muito passivo. Mesmo assim criou boas oportunidades, mas faltou maturidade para decidir e atitude para fazer o resultado”, comentou.

Próximos passos
O retrospecto mostra a dificuldade da Seleção em superar equipes europeias nas fases decisivas do Mundial. Apesar de manter boas campanhas na fase de grupos, a Amarelinha segue sem conseguir interromper esse jejum.
Com a eliminação, a espera pelo hexacampeonato será, no mínimo, até a Copa do Mundo de 2030. A continuidade do trabalho, porém, já está definida. Carlo Ancelotti tem contrato renovado com a CBF até o fim do próximo Mundial e permanecerá no comando da Seleção durante todo o novo ciclo.
Além da renovação do elenco, um dos principais desafios do próximo ciclo será recolocar o Brasil em condições de competir de igual para igual com as principais seleções da Europa.






