Keynes Breves – Rios de Notícias
PARINTINS (AM) – Com atraso de 1h em sua apresentação, devido à demora na retirada das alegorias pelo boi-bumbá Garantido, atrapalhando dessa forma o posicionamento das alegorias, o Boi-bumbá Caprichoso iniciou seu espetáculo “O brado do povo guerreiro”, na última noite do 56° Festival Folclórico de Parintins, trazendo seu último ato “Revolução: A consagração pelo saber popular”, exaltando a tradição, o povo e as expressões das mais variadas formas, dos bumbás aos batuques trazidos pelos negros.
Pra início, o Touro Negro trouxe um dos momentos mais esperados pela nação azul e branca, a lenda de D. Sebastião “Touro Encantador e a Estrela de Ouro”. Reza a lenda que D. Sebastião desapareceu misteriosamente nas águas. Na sua fuga, se transforma em um imenso touro negro, trazendo em sua testa uma estrela dourada.
O artista Alex Salvador foi o responsável pela alegoria, de onde surgiu a Porta-Estandarte, Marcela Marialva, e a Sinhazinha da Fazenda, Valentina Cid. Já o Boi-bumbá Caprichoso veio numa estrela gigante, representando a estrela dourada de D. Sebastião.
E para defender o item ‘Toada, Letra e Música’, o Levantador de Toadas, Patrick Araújo, cantou a toada ‘Viva a Cultura Popular’, dos compositores Adriano Aguiar, Geovane Bastos e Guto Kawakami.
Um dos momentos que surpreendeu a galera azul, pela sua grandiosidade e surpresas, foi a alegoria dos artistas Adenilson e Paulo Pimentel, os irmãos talentosos do Boi Caprichoso, que hoje assinaram a Figura Típica Regional “O Contador de História”. A Rainha do Folclore, Cleise Simas, fez sua aparição representando a ‘Mãe da Mata’.

Outro momento importante foi o coreográfico Pavú Maraúna, que reforçou a ideia do corpo-território cantando e dançando em celebrações ritualísticas do povo Cinta-Larga. A Cunhã-Poranga, Marciele Albuquerque, surgiu de um gigantesco escorpião para sua evolução.
Cria da Escola de Artes do boi-bumbá Caprichoso, Jucelino Ribeiro foi o artista que assinou o Ritual Indígena “Maï Marakã, A Música dos Deuses”, apresentado nesta última noite de espetáculo do Boi Caprichoso.
No ritual dos Araweté, o pajé responsável pela condução dos Deuses e das almas, recebeu uma visão do futuro vinda dos deuses e narrou a sua tribo em forma de canto, surgiu então o Pajé Erick Beltrão.
O Boi-bumbá Caprichoso fecha o 56° Festival Folclórico de Parintins em clima de bicampeonato e também de despedida, já que é o último ano do presidente Jender Lobato à frente do bumbá da Francesa e do Palmares.






