Pouco antes de embarcar para São Paulo no sábado, 5/4, Wilson Lima recebeu um alerta vermelho: pesquisas internas o colocam em 3º ou 4º lugar, com diferenças expressivas — em alguns cenários, mais de 10% (400 mil votos) atrás do segundo colocado.
A situação é tão delicada que aliados já avaliam alternativas: abandonar a corrida pelo Senado e mirar a Câmara dos Deputados ou focar na reeleição indireta, apoiando um sucessor no governo e fortalecendo aliados no Legislativo.
A ida recente ao ato pró-anistia reforça que Wilson busca se consolidar como segunda opção da direita. Mas será que o eleitorado conservador vê nele uma figura genuinamente alinhada aos valores da direita?
O risco de ficar de fora da eleição é real
No interior, Eduardo Braga lidera, seguido por Alberto Neto, com Wilson em terceiro — e diferenças mínimas em relação a Plínio Valério.
Já na capital, a situação é pior: Alberto domina com cerca de 800 mil votos, enquanto Wilson oscila entre o quarto e o terceiro lugar, em disputa acirrada com Plínio. A diferença é pequena, mas o governador ainda não conseguiu decolar.
O tempo está passando. Resta saber se Wilson Lima conseguirá virar o jogo — ou se será mais um a trocar o palácio pelo plano B.