A viagem de Carnaval do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), e da primeira-dama, Izabelle Fontenelle, para a ilha caribenha de Saint Barthélemy, um dos destinos mais exclusivos do mundo, tem gerado repercussão.
Conhecida por atrair bilionários e celebridades como Beyoncé, Madonna e Jeff Bezos, a ilha se destaca pelo turismo de alto padrão, com passagens aéreas a partir de R$ 13 mil por pessoa e diárias de hotéis que podem ultrapassar R$ 10 mil.


Segundo uma rápida pesquisa em plataformas de viagens, a passagem aérea mais barata saindo do Brasil nesta época do ano – alta temporada – custa em torno de R$ 13,7 mil por pessoa.
Além disso, as hospedagens de menor valor ficam em torno de R$ 3,1 mil a diária. Uma estadia de sete dias pode custar pelo menos R$ 20 mil, sem incluir alimentação, transporte e compras.
Localizada no Caribe, Saint Barthélemy – também chamada de St. Barth – é uma ilha de apenas 25 km² famosa pelas praias paradisíacas e pelo clima que lembra a Riviera Francesa. Além do mar azul-turquesa e das mansões luxuosas, o destino abriga boutiques de grifes como Prada e Louis Vuitton.
Restaurantes da ilha cobram, em média, € 60 (R$ 373) por prato, considerando a cotação atual do euro (R$ 6,22) moeda oficial da ilha.

Diante da exclusividade da ilha e dos altos valores envolvidos, o caso gerou críticas na mídia regional e nas redes sociais.
Enquanto isso, Manaus enfrentava o impacto das chuvas na terça-feira, 4/3, durante a gestão interina do vice-prefeito Renato Júnior (Avante). Na ocasião, o Disque 199, principal canal de contato com a Defesa Civil, ficou fora do ar, gerando 60 chamados ao Centro de Cooperação da Cidade (CCC). O Corpo de Bombeiros também registrou mais de 220 ocorrências relacionadas ao temporal.


Salário incompatível
Desde janeiro, o salário do prefeito David Almeida aumentou de R$ 27 para R$ 35 mil mensais, um reajuste aprovado no fim de 2024. Ainda que seja um valor significativo, a quantia parece incompatível com o custo estimado da viagem a Saint Barthélemy, que pode chegar a R$ 100 mil, considerando passagens, hospedagem, alimentação e outros gastos.
O alto valor da viagem levanta questionamentos sobre a origem dos recursos utilizados, já que mesmo sem despesas fixas, um salário de R$ 35 mil dificilmente comportaria um gasto dessa magnitude sem comprometer boa parte da renda mensal do prefeito.